domingo, 7 de dezembro de 2014

Jogos Vorazes - A Esperança Parte I


O que foi o filme Jogos Vorazes – A Esperança Parte I? Na verdade apenas trouxe o que os anteriores também trouxeram: a promessa de que o próximo filme mostrará o sentido que se procura, e não se acha, nos filmes dos Jogos Vorazes até aqui exibidos. Minha maior decepção está no fato de que apenas quem leu os livros puderam entender o que já estava acontecendo, se é que realmente entendiam ou só estavam fazendo cara de quem estavam entendendo para não serem zoados pelos fãs de O Senhor dos Anéis. Porém, os que foram assistir ao filme, como eu, e não tivemos tempo e saco para ler o livro, ficamos voando com tudo o que os personagens mostraram na tela.
Não, esse filme não é totalmente ruim, apenas uma continuação que não faz sentido. Nessa terceira produção, dividida em duas partes, nem jogo mais existe, ou seja, agora a luta é no “mundo real” com a maior parte do filme se passando no Distrito 13, onde os rebeldes (portadores de alta tecnologia) estão mais preocupados em fazer “jogada de marketing” em cima de sua maior “estrela” Katniss Everdeen (Jennifer Lawrence), que tá mais preocupada em salvar o namorado Peeta Mellark (Josh Hutcherson), que se tornou refém da “Capital”, fora isso, no filme, fala-se muito em forças, guerras e outras coisas ligadas a planos militares, porém nada, de fato, é mostrado, a não ser meia dúzias de soldados, que simbolizam o exército da capital. Até o tal bombardeio que acontece sobre o Distrito 13 é mostrado de dentro da caverna onde toda a população está, sem mostrar o que o estão bombardeando, sem mostrar os caças, os soldados, as armas, ou seja, cadê a pós produção desse filme?
Decepcionante é pouco, o filme Jogos Vorazes – A Esperança Parte I, sequer se preocupou em fazer diferente seu final, terminou em plena cena de loucura do namorado da Katniss Everdeen, resgatado sem resistência alguma por parte do governo da “Capital” e logo após ver a namorada tentou matá-la, cena inédita na história do cinema. Outra cena que não dá para passar batida por nossa análise é da irmã da Katniss arriscando a vida para salvar o gatinho, claro que nos dias atuais serve até de incentivo para cuidar dos bichos e tals, mas a forma como se deu foi vorazmente ridícula, todo mundo abandonando o local para se salvar do bombardeio e a “sem noção” fica com o gato parada esperando a morte chegar, além de tudo ainda pondo em risco a vida da heroína.
Francamente, o filme Jogos Vorazes – A Esperança Parte I é muito fraquinho, no decorrer do filme ainda tentam incluir cenas engraçadas, como a da Katniss apresentando suas condições para ser o “dardo”, “Cordo”, “Corno” sei lá o nome que deram praquele negócio, mas o fato foi que forçaram a barra legal pra cima da Jennifer Lawrence, demonstrando é que ela estava com raiva de tudo naquele momento, sei lá, apesar de alguns poucos risos no cinema (talvez dos que leram os livros), mas ficou demonstrado mesmo é que a produção se perdeu naquele momento.
Não fico feliz em comentar sobre um filme tão sem sentido, todavia estamos aqui para isso. Amigos meus que leram os livros já disseram que são muito bons, que realmente valem a pena serem lidos, contudo para assistir aos filmes esse não deveria ser um pré-requisito, afinal há o livro e há a adaptação, e esta merecia um pouco mais de respeito, é o que penso. Que venha a “A Esperança parte II”, que aliás será a última esperança, de fato, para que Jogos Vorazes não seja uma completa perda de tempo e de dinheiro, dinheiro de quem pagou para ver o filme e compartilha de nossa opinião.

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Elenco
Jennifer Lawrence, Josh Hutcherson, Liam Hemsworth, Elizabeth Banks, Woody Harrelson, Julianne Moore, Philip Seymour Hoffman, Jeffrey Wright, Stanley Tucci, Donald Sutherland, Toby Jones

Roteiro
Danny Strong

Produção Executiva
Suzanne Collins, Michael Paseornek

Produção
Nina Jacobson, Jon Kilik

Direção

Francis Lawrence



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domingo, 23 de novembro de 2014

Drácula - A história nunca contada.

Diferente de “Crepúsculo”, “Lua Nova” ou todas aquelas tentativas de filmes de vampiros que vimos na recente década, “Drácula – A história nunca contada” trouxe um filme que mais se aproximou do que nossa imaginação sempre idealizou para os vampiros: românticos, sedutores, inteligentes, perspicazes, fortes, cruéis, guerreiros e líderes. Apesar desses adjetivos, “Drácula – A história nunca contada” também cometeu alguns deslizes, não o filme em si, mas sua produção, onde em certos momentos a pressa para terminar o filme e já pensar na continuação se tornou evidente, se é que antes de iniciar as filmagens a produção já não estava mais preocupada com isso do que com o filme em si.
“Dracula nasceu na Transilvânia em 1431, na cidade de Sighisoara, ou Schassburg. Seu pai, Vlad Dracul (Vlad, O Demônio), foi membro um da Ordem do Dragão, o que significava um pacto de luta eterna contra os turcos. O nome Dracul significava Dragão ou Demônio, e se tornou símbolo de seu pai porque ele usava o símbolo do dragão em suas moedas. Com a idade de apenas 13 anos, Dracula foi capturado pelos turcos, que o ensinaram a torturar e empalar pessoas. Mas foi sob o seu reinado de em Wallachia, de 1456 a 1462, que ele realmente teve a chance de usar seus conhecimentos. Foi nessa época que surgiu a maioria das histórias. Por exemplo: um dia Dracula viu um homem com a camisa suja e maltrapilha. Ele perguntou se o homem tinha uma esposa, e o homem respondeu que sim, Dracula percebeu que ela era uma mulher saudável e cheia de fibra, e a chamou de preguiçosa. Como castigo, ela teve as mãos decepadas e seu corpo empalado. Ele procurou uma nova esposa para o homem e mostrou a ela o que acontecera com sua preguiçosa predecessora como uma forma de aviso. A nova mulher, definitivamente, não era preguiçosa.” Isso sendo verdade (retirei do SitedeCuriosidades.com: http://www.sitedecuriosidades.com/curiosidade/a-lenda-do-dracula.html) Drácula era de fato um homem defensor dos homens.
O ano, não sei bem ao certo, mas o príncipe Vlad era um guerreiro diferenciado, entregue ainda pequeno, pelo seu pai, aos turcos, o jovem príncipe aprendeu a arte de guerrear, as técnicas e táticas militares, destacando-se e retornando à Transilvânia como uma verdadeira máquina letal de guerra. Assim o filme apresentou o protagonista, reforçando com imagens de guerras, onde o príncipe empalava seus inimigos e era reverenciado por todos, quando retorna ao Castelo Drácula, ele decide mudar de conduta e passa a se dedicar mais ao seu povo.
Esse filme lembrou muito a novela brasileira “Vamp” da Rede Globo, escrita pelo amazonense Antônio Calmon, exibida em 1991. Meu irmão mais velho me contou que nessa novela o conde Wadymir Polanski perseguiu a personagem Natasha e que próximo do fim da novela foi revelado que eles tinham passado por uma experiência no passado, ou seja, o conde Wlad havia usado sua eternidade para reencontrar a amada no presente. Bom, resumindo o filme “Drácula – A história nunca contada” foi isso aê, é claro que houve um recheio na história e que tudo será levado em conta no filme posterior.
O príncipe Vlad recebeu a ordem de entregar à Turquia 1000 garotos para que fossem treinados para servir o exército do sultão, no entanto o filho do príncipe se encaixava no perfil, por isso deveria também ser entregue, o que deixou a princesa da Transilvânia inconformada, assim o príncipe Vlad foi até uma caverna, onde antes estivera, para pedir ajuda a uma criatura assustadora e sombria, que lhe deu o próprio sangue para beber e explicou a condição: Ele, o príncipe, ficaria com a força de 100 homens, sendo imortal e assim poderia vencer o exército inimigo, contudo ele ficaria tentado por sangue, mas não poderia se entregar à tentação, senão não voltaria a ser mortal de novo.
A continuação promete ser mais intrigante, se neste primeiro filme o “mais do mesmo” prevaleceu, a sequência deve e precisa ser um pouco complexa para que a franquia não perca a qualidade e o respeito adquirido pelo primeiro filme, até por que os últimos filmes que envolveram os vampiros deixaram uma péssima impressão, nesse, que por pouco não se chamou “Drácula – Ano zero”, o pontapé foi dado e a expectativa de que a continuidade revele outras situações macabras sobre o príncipe Vlad foi criada.
Por isso, Cinemeiros, não esqueçam de comentarem, caso já tenham assistido, e caso ainda não assistiram e se interessem por filmes do gênero, assistam. Nosso blog tem, desde um tempo, o Instagram, por isso visite-nos.

Elenco: Luke Evans, Sarah Gadon, Dominic Cooper
Direção: Gary Shore.

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terça-feira, 4 de novembro de 2014

Sin City - A Dama Fatal




É noite, sei que é noite porque só consigo identificar, das penumbras onde encontro consolo em uma garrafa de bebida, as grandes “línguas" negras formada pelo choque da luz pálida da lua com os antigos prédios da cidade, uma quadra a minha frente vejo um mendigo em chamas e escuto as súplicas de um outro tentando evitar o mesmo destino. Me aproximo e vejo quatro garotos, provavelmente da faculdade, ensopando o pobre coitado com um liquido inflamável, eles vieram brincar no meu território, eles não sabem com quem estão brincando… Esta é a livre narração do pensamento do personagem Mark, e descreve os primeiros minutos de A Dama Fatal, um filme que recomendo para todo cinemeiro que alem de filmes gosta de revistas em quadrinho.

O filme é uma sequencia sem flashback’s de Sin City - A cidade do pecado (2005), e por não ter flashback’s pode confundir o cinéfilo que não assistiu ao primeiro longa, que também recomendo. Esta continuação segue a fórmula da primeira película, com três estórias independentes se intercalando durante a projeção, todas se passam na “cidade do pecado”, uma sociedade extremamente violenta, com políticos e polícia corrupta, e com uma área, chamada cidade baixa, onde as prostitutas são a lei e a polícia não se atreve a entrar, sendo um “santuário" para os fora da lei que conseguem refúgio com as garotas.

O filme é baseado em HQ homônima, criada por Frank Miller (Robocop 2, que também foi baseado em uma HQ) e, das três histórias que compõem a trama, duas são inéditas e a que dá nome ao filme já é conhecida dos fãs dos quadrinhos.

Senhor@s, assisti ao filme depois de reler a HQ, e posso afirmar que não decepciona, somos mais uma vez transportados às ruas deprimentes da cidade do pecado, entramos na cabeça de seus personagens e nossas retinas são mais uma vez acariciadas pela alta qualidade das filmagem 100% digital, que nos agraciam com efeitos de sobreposição do preto e branco com o colorido, Miller não perdeu a mão nas histórias adicionais que, mesmo sendo independentes, acabam amalgamadas. O único demérito que infelizmente encontrei, foi o fato do filme necessitar que o expectador tenha assistido seu anterior para conseguir realmente compreender a história e a motivação de vários personagens, o que não é nenhum sacrifício para os fãs, mas decepciona o cinemeiro curioso que terá o primeiro contato com os personagens de Miller.


FICHA TÉCNICA   
Título: Sin City - A Dama Fatal
Direção:

Frank Miller / Roberto Rodrigues

Roteiro: Frank Miller / Roberto Rodrigues / William Monahan
Elenco:

Eva Green / Jessica Alba / Josh Brolin / Ray Liotta / Bruce Willis / Mickey Rourke.

Avaliação:
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domingo, 2 de novembro de 2014

O Apocalipse

Francamente, Nicolas Cage não merecia passar por isso, eu gosto do trabalho dele, o comparo com outro ator de que gosto muito também que é o Kevin Spacey (que em breve comentarei na série House of Cards), eles fazem filmes divertidos e sempre se destacam nas produções em que participam, enfim. Mas esse “O Apocalipse” é muito ruim, sabe o estilo lamentável de “pregar a qualquer custo” usando o cinema, ultimamente tivemos o “Deus não está morto”, muito bem comentado aqui pelo Cinemeiro Petty Albuquerque, e que para mim foi muito ruim, afinal querem empurrar goela abaixo na gente sua escolha de fé, fazendo com que acreditemos que uns são maus e que eles são os únicos bons no universo. Sei que só assiste quem quer, mas cinema, pelo menos para mim, é coisa séria, e muito séria mesmo.
Em “O Apocalispe” Cage faz o personagem Rayford Steele, um piloto de avião casado e infiel, que passa por momento conturbado no casamento, e que recebe a visita da filha, contudo Ray resolve trabalhar preferindo a companhia de uma jovem aeromoça do que a da família. Até aí tudo bem, o filme relata nos seus 25 ou 30 minutos o cotidiano de pessoas normais, casadas, que estudam, divertem-se, gostam-se e que procuram viver da melhor forma possível dentro de suas possibilidades. Tudo bem, durante o período de adaptação ao filme (batizado assim por mim), longo, mas que eu acreditava ser necessário para o que viria, os personagens debatiam sobre o papel do homem ao macular o mundo criado por Deus, derivando uma discussão ferrenha no aeroporto, onde a voz alterada da filha do personagem de Cage determinou o vencedor do embate, fazendo com que aquela fosse aceita como a verdade absoluta, no filme.
Assim, como no filme “Deus não está morto”, aqui os que não concordam com a opinião teológica, o que é apenas opinião, dos “tementes a Deus” são vistos e agem como intolerantes, como se a pessoa, ou fosse do bem, ou fosse do mal, adivinhem quem são os do bem?
Por isso quando o arrebatamento vem seguido de ação, todas as cenas soam vazias, devido à falta de originalidade do roteiro, que se preocupou em priorizar ideias semitas ao invés de investir na história ou na ideia que a estória traz, afinal o nome apocalipse sempre nos lembrou destruição, fim do mundo etc. Aqui é mostrado que alguns são levados ao paraíso por um fenômeno presente na Bíblia chamado arrebatamento, logo o pânico toma conta da humanidade, contudo os que ficaram enfrentam as maiores tragédias e desgraças possíveis. Nicolas Cage e seu personagem vivem paralelo a isso, pois ele está no ar e, apesar de passageiros terem desaparecidos com o “arrebatamento”, sofre uma crise forte de consciência ao lembrar do que sua esposa sempre dizia, mas ele jamais valorizou, assim seu personagem se vê pressionado a reconhecer, aceitar e pedir perdão à esposa, mas ela já havia sido arrebatada.
Após a cena típica de pouso forçado do avião, no qual o personagem do Cage é o comandante, o filme termina, sem nenhuma lógica, e deixa claro uma continuação (o que virou moda, basta ler os nossos últimos comentários aqui no Cinemeirosnews.com), o que é lamentável, afinal filme ruim era para ser deletado e não continuado.
Elenco:
Nicolas Cage, Cassi Thomson, Chad Michael Murray, Lea Thompson
Direção:
Vic Armstrong.
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domingo, 19 de outubro de 2014

Trash - A esperança vem do lixo.


Olá, Cinemeiros! Trago a vocês mais um filme nacional, ainda em cartaz, “Trash, a esperança vem do lixo” traz o diretor inglês Stephen Daldry, que concorreu ao Oscar em 2009, numa trama baseada na obra de Andy Mulligan e roteirizado por Richard Curtis, responsável pelo texto de filmes como “O diário de Bridget Jones” (2001) e “Cavalo de guerra” (2011), além de Martin Sheen, Selton Melo e Wagner Moura.
A história gira em torno do garoto Rafael, que acha uma carteira cheia de dinheiro, códigos e problemas, ao compartilhar com o amigo Dardo, Rafael percebe que pode ser perigoso ficar com a carteira sem saber exatamente o que fazer para tirar proveito financeiro dela, então procura o amigo Rato, que literalmente mora no esgoto, os três garotos então iniciam uma jornada em busca do segredo que a carteira esconde, afinal a polícia está atrás dela e oferecendo recompensa.
A “saga” dos garotos passa por um padre americano, ligado ao trabalho social, um ativista preso até chegar a um deputado corrupto, o mais interessado no que escondia a carteira. Uma participação muito especial é a do ator Leandro Firmino (o Zé Pequeno do filme “Cidade de Deus” quando grande), que fez um jardineiro que no filme esclarece todas as dúvidas de quem, assim como eu, estava assistindo ao filme, numa conversa com Rafael e Rato, o jardineiro revela o motivo da carteira ser tão procurada, também revela que o personagem de Wagner Moura não é o vilão, o que até então ninguém conseguia compreender.
Já que “esperança” faz parte do nome do filme, essa começou a toda, com uma sequência de tirar o fôlego, onde Antônio Ângelo (Wagner Moura) é perseguido pela polícia e se separa da carteira, nessa cena é muito lembrado o ritmo de Cidade de Deus e Tropa de Elite, onde a visão de favela carioca e a truculência da polícia é destacada, principalmente na cena de tortura e morte do personagem do ex-capitão Nascimento. A participação de Nelson Xavier, Martin Sheen e Selton Melo é quase insignificante, pois se eles apareceram como pontos chaves no filme, no decorrer da trama seus personagens se perdem somente restando as figuras dos atores citados em cena. Uma pena. Os garotos ficam responsáveis por salvar o filme, e a função é bem feita, até que o filme precisa acabar, e o que pareceu é que tinham de finalizar de qualquer jeito, e de qualquer jeito o filme foi finalizado.
Porém, ainda indico para ser assistido, as cenas de tensão, são de tensão mesmo, em determinados momentos o cinemeiro se envolve com a estória e pode até esconder o rosto de medo, as cenas fortes no lixão, no presídio, na favela e nos lugares que o filme se propôs a mostrar de fato são fortes, e isso é um ponto positivo à produção. Podem até comparar com os filmes nacionais que citei, não seria injusto, mas “Trash”, ainda é melhor que os filmes do Leandro Hassum, cumpre sua proposta.
Elenco: Rooney Mara, Martin Sheen, Wagner Moura, Rickson Tevez, Eduardo Luis, André Ramiro, Gabriel Weinstein, Stepan Nercessian



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segunda-feira, 13 de outubro de 2014

Anabelle



Spin-off originado do ótimo “Invocação do Mal” de 2013, Anabelle conta a origem da boneca que contem um segredo demoníaco que acaba obsediando todos a sua volta com o principal intuído de sorver suas almas imortais.

O que mais me chamou atenção foi a ambientação da história nos final dos anos 60 para início dos 70, a maior referência disso é a cena em que um casal está vendo na TV a notícia do assassinado da atriz Sharon Tate, que estava grávida e era esposa do diretor Roman Polanski, por Charles Mason e um pequeno grupo de seguidores. Pode ser coincidência ou uma referência para o deleite de nós cinemeiros, pois os cenários e a época me recordaram na hora um dos grandes clássicos do gênero, “O Bebê de Rosemary” dirigido em 68 por Polanski.

O filme se concentra no jovem casa Mia e John, que estão esperando seu primeiro filho. Eles levam uma vida típica americana do final dos anos 60, ela, dona de casa e ele estudante de medicina, vão a igreja todo domingo e conservam amizades em sua pacata e segura vizinhança, vizinhança tão segura que o casal se sente a vontade para deixar a porta destrancada. Mia coleciona bonecas e Jhon lhe presenteia com uma rara boneca de pano com rosto de porcelana, a qual ela desejava já há algum tempo. A história realmente esquenta quando Mia observa pela janela que algo estranho está acontecendo na casa dos vizinhos e John sai para verificar, constatando que os vizinhos foram assassinados John pede para Mia chamar uma ambulância. Ao entrar na casa Mia se depara com um casal, o mesmo que atacou seus visinhos e o homem golpeia sua barriga com uma faca enquanto a mulher segura certa boneca no colo. O casal é socorrido a tempo pela polícia, o homem é morto e a mulher se tranca em um dos quartos da casa e suicida-se com a boneca no colo, o nome da mulher é Anabelle, e participava de uma seita intitulada Adoradores do Carneiro. Estes são os primeiros dos 98 minutos deste filme de terror que tem bons momentos de tensão e rende ótimos sustos para quem gosta do gênero.

O diretor John Leonetti escolheu bem o casal de protagonistas Anabelle Walls, isso mesmo o nome da interprete de Mia é Anabelle mesmo, e Ward Horton como John, eles realmente conseguem passar por um casal recém casado do início dos anos 70, as seqüencias de suspense e os efeitos sonoros garantem bons sustos e algumas cenas chegam a imergir o expectador para dentro estória. Os efeitos visuais são competentes e conseguem dar a acurácea visual necessária para a película. Anabelle é um filme que merece se assistido por quem gosta do gênero, com um ritmo inferior a “Invocação do Mal”, mas que garante belos sustos e com uma boa estória como pano de fundo.


terça-feira, 7 de outubro de 2014

O Protetor

Cinemeiros, nesse fim de semana fui ao cinema curtir esse filme chamado “O Protetor”, uma parceria do diretor Antoine Fuqua com o ator Denzel Washington, digo parceria pois os dois já trabalharam em “Dia de Treinamento”, filme responsável pelo Oscar de Melhor ator de Denzel. Fuqua dirigiu, além de “Dia de Treinamento” em 2001, no ano passado o filme “invasão à Casa Branca” com Gerard Butler e Morgan Freeman, em 2007 “O Atirador” com Mark Wahlberg e Danny Glover, em 2004 “Rei Arthur” e em 2003 “Lágrimas do Sol” com Bruce Willys e Mônica Bellucci. Já Washington é um ator consagrado, premiado com Óscares (Melhor ator e Melhor ator coadjuvante com “Tempo de Glória” em 1989), Globos de Ouro (Melhor ator Drama com “Hurricane – o Furacão” de 1999, Melhor ator coadjuvante de cinema com “Tempo de Glória” de 1989), Bafta (Pelo conjunto da obra em 2007) e Ursos de Prata (Melhor ator com “Malcolm X” em 1993 e com “Hurricane – O Furacão” de 1999).
O filme “O Protetor” foi inspirado numa série americana “The Equalizer” (título original do filme), que traduzindo ao pé da letra seria “O equalizador” ou melhor “o resolvedor de problemas” imaginemos, já deu para sacar a linha do filme. Em “The equalize” a série, que foi ao ar de 18 de setembro de 1985 até 24 de agosto de 1989, dividiu-se em quatro temporadas com 22 episódios cada, exibidos pela rede CBS nos Estados Unidos. Na série Robert McCall é um homem misterioso que colocava anuncio em jornais como “Solucionador de Problemas” com número de telefone para que as pessoas necessitadas financeiramente pudessem entrar em contato, a pessoa comunicava o problema e Robert resolvia (investigava ou protegia), e o melhor de tudo, sem cobrar nada. Robert recebia a ajuda de um grupo de ex-colegas da CIA, que apareciam à noite e juntos eles saiam pelas ruas da cidade combatendo o crime, no entanto Robert (na série) enfrentava sérios problemas na família, principalmente com os filhos, que moravam com a mãe. Ele era divorciado. Chamava a atenção na série, além das habilidades de Robert McCall as armas que ele usava e a trilha sonora da série.
Denzel Washington é Robert McCall, uma pessoa pacata que tem vida simples, com seu emprego comum, e o hábito de ler livros que de certa forma divulgam sua personalidade ou a esconde (o filme não deixou claro). É percebido logo nas primeiras cenas, que McCall tem uma espécie de “tic”, ele sempre deixa as coisas postas no seu devido lugar, os objetos não ficam aleatoriamente em algum ponto, ele os deixa em locais significativos, para ele. É notável isso, nas cenas do bar e no seu apartamento. McCall parece ser mais um na multidão, até que percebe coisas erradas acontecendo com sua “amiga de bar” Teri, que demonstra interesse pelos gostos do “homem simples”, fazendo com que ele passe a se importar de certa forma e observe o estilo de vida da agora até então ignorado por ele. Numa dessas noites no bar, Teri apareceu com um lado do rosto marcado por violência, mas poderia ter sido um acidente doméstico, coisas assim são comuns de acontecer, porém após uma longa e divertida conversa com a amiga, McCall a acompanha até sua casa, no caminho eles são interceptados por um carro estranho com pessoas estranhas que levam Teri e deixam McCall só. Até aí, parecia que haveria algum envolvimento do personagem de Denzel Washington com a jovem prostituta (é não mencionei, mas essa era a profissão da jovem). Nas noites seguintes, McCall não teve mais a companhia da amiga, até que soube que ela estava internada na UTI de um hospital da cidade, daí por diante o filme literalmente começa.
A partir daí, McCall que acabou descobrindo o motivo da surra que a moça levou e tomado por um desejo de vingança e justiça, resolve procurar os “patrões”, levado por informações de uma cólera de Teri, que conversou com McCall no hospital, sem saber essa conversa custaria caro à moça. McCall mostra seu talento, quando faz uma proposta ao chefe da moça e este muda os termos, percebendo que a barra era pesada, McCall analisa friamente tudo o que há na sala, os movimentos, os objetos, as possibilidades, enfim, tudo que poderia ajudar ou prejudica-lo numa luta foi analisado, após isso o “homem pacato” saciou seu desejo de vingança e justiça matando todos os barras pesadas presentes na sala, de uma forma que a cúpula maior da organização achou que fosse uma gangue rival ou até as forças armadas que houvera passado por ali.
Lógico que a coisa foi ficando feia para McCall, mas nesse meio tempo, o filme apresentou algumas situações que lembraram a série, como: a mãe de um amigo hispânico seu que fora assaltada e teve sua loja queimada, depois descobriu que policiais corruptos tinham sido o autor do ato criminoso, McCall vai atrás e dar uma surra nos dois, ordenando que eles devolvessem o dinheiro, e a cena bem de série dos anos 80 acontece, no dia seguinte os dois policiais aparecem na loja da mãe do rapaz e devolvem o dinheiro que havia sido extorquido. Outro momento foi num assalto onde McCall trabalha, o assaltante conseguiu levar o dinheiro, pois na análise do protagonista não havia condição de impedir sem pôr em risco a vida de algum inocente, coisas bem Batman. Aliás, na cena dos policiais corruptos, a ação de McCall lembrou muito a do Homem-Morcego, além claro da primeira cena de ação, em que ele usa saca rolhas para matar um dos criminosos, lembrando muito outro herói, McGiver (McGiver não matava eu sei, mas o fato de usar objetos simples e transformar em armas perigosas foi o que lembrou o herói de “Profissão Perigo”).
A organização a qual McCall se meteu tem origem russa, e o filme faz questão de deixar claro que matar e fazer sofrer é a especialidade deles, como se já não bastasse a crueldade com que os chefões espancavam as garotas, ainda o filme mostra uma violenta conversa do enviado de Moscou com os irlandeses, o cara só não matou o chefe dos irlandeses por que ele queria apenas deixar um aviso. Esse aviso foi entendido por que assistia ao filme, violência maior viria por aí, aliás a primeira cena de confronto, em que McCall mata membros da organização russa, é muito violenta. McCall passa a ser perseguido pela organização e aos poucos ficamos sabendo informações sobre a vida do personagem de Denzel Washington, que ele é um ex-agente da Cia, que sua mulher morreu e que ele forjou a própria morte, isso ficou claro na conversa de McCall e sua ex-chefe, que numa espécie de “M”, simbolicamente, dá a ordem para McCall acabar com toda organização Russa e se der tempo com todos os russos do universo. Isso quase aconteceu.
A violência, os detalhes e a trilha sonora são pontos que merecem destaque nesse filme. Sobre a violência já destaquei a primeira cena de embate do protagonista com os cafetões, mas há outras cenas que merecem destaque também, não só pela violência, mas também pela crueldade excessiva. O fato da câmera congelar mostrando possíveis objetos que ajudarão McCall a vencer os oponentes e o fato dele cronometrar suas ações também chama atenção, mas nem sempre ele tirará o tempo, como na cena final por exemplo. A trilha sonora também é uma das melhores, eles fizeram a coisa muito bem feita, principalmente quando McCall aparece do nada, ou nos sons de tiros e explosões, sons de carro de gritos, tudo muito bem definido além dos momentos de tensão e de calmaria, isso com certeza ajudou muito o filme.
Em alguns momentos o filme faz questão de deixar claro que não é só o que está visível, que não se trata apenas de vingar uns tapas que uma amiga levou do cafetão, mas que o sentimento que move Robert McCall é muito maior, que para ele, lutar contra injustiças não é coisa que o incomode, assim como na série dos anos 80, em que o personagem saía pela noite com um grupo misterioso combatendo o crime, neste filme McCall não tem ajuda de grupo algum, mas de pessoas que ele ajudou e que estavam sofrendo injustiças. Muitas questões ficaram no ar, quem é? De onde vem? O que já fez? Por que não tem filhos? Ou tem filhos? Qual a profissão? Coisas simples mas que o filme não responde, no entanto deixam clara a vontade de responder todas essas questões, fazendo com que o cinemeiro deixe a sala de cinema com aquela quase certeza de que uma continuação virá, caso isso não aconteça a culpa será da desídia dos produtores, afinal história tem muito para isso.

Elenco: Denzel Washington
             Chloë Grace Moretz
             Marton Csokas
             Melissa Leo

Direção: Antoine Fuqua



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quinta-feira, 2 de outubro de 2014

Isolados



Caros Cinemeiros, nosso blog tem a feliz tendência de valorizar o cinema nacional e afirmo, sem medo de ser criticado, que nos últimos anos  nosso cinema tem produzido um material excelente, principalmente no que se refere a comédia e filmes de ação, mas confesso que eu estava sentindo falta de um bom suspense, um filme de terror fora da linha do cultuado Zé do Caixão, aquele filme que te faz arrepiar os pêlos da nuca e que você recomenda aos amigos alertando da qualidade dos sustos e da tenção imposta. Bom, ainda não é desta vez que vou laurear um nacional neste gênero, mas acredito que estamos no caminho e só pela iniciativa de explorar o gênero o filme estrelado por Bruno Gagliasso e Regiane Alves, merece ser visto e comentado.

A história, dirigida por Thomas Portela, passa-se na região serrana do Rio de Janeiro, onde Lauro, um psiquiatra, leva sua namorada e paciente Renata, portadora da síndrome de Cotard, que a faz pensar que está morta, para um isolamento em uma casa rústica onde ele espera tratar do mal de sua companheira. Tudo ia bem até o casal ser atacado na floresta por maníacos que tem como objetivo eliminar o casal. Durante o ataque Renata fere a perna e o casal é obrigado a voltar para a isolada casa, onde se trancam e passam a maior parte da história na penumbra, cochichando e temendo uma provável invasão pelos seus perseguidores, participando de uma verdadeira jornada psicodélica, angustiante e, de certa forma, introspectiva.

O filme é baseado em uma boa ideia, que não foi tão bem desenvolvida durante sua narração, em alguns momentos chega a ser cansativo acompanhar a estória, falta ritmo à película que as vezes se perde tentando criar emparia entre os personagens e o espectador, é como se o diretor testasse várias formulas consagradas de fazer suspense no cinema, sem se decidir em qual imergir. Por esse motivo continuo minha espera por um bom filme nacional do gênero, não foi desta vez.


terça-feira, 30 de setembro de 2014

Maze Runner

Olá, cinemeiros! Hoje comentarei a respeito de Maze Runner, filme em cartaz que gerou muita expectativa, afinal é mais um daqueles filmes baseados em livro ao estilo Crepúsculo, Harry Porter, Jogos Vorazes e por aí vai. Além disso, as campanhas de marqueting feitas em cima de seu lançamento foram tantas que despertaram no mínimo curiosidade àqueles que não foram comprar o livro, pois aos que correram às livrarias, a sensação era de confirmar se a tela seria fiel ou próxima de ser fiel ao livro. Lembrando que Maze Runner é o primeiro livro de uma série de 5 volumes: Correr ou Morrer de 2009, Prova de fogo de 2010, A cura mortal de 2011, Ordem de extermínio de 2012 e Maze Runner: arquivos de 2013, todos escritos por James Dashner, que se especializou nessas séries de livros, pois além de “The Maze Runner”, ele iniciou com The Jimmy Fincher saga com 4 livros, The 13th reality com 4 livros, The infinity Ring com 2 livros e A Doutrina da Morte com 2 livros até agora.
Thomas chega no box à Clareira sem se lembrar de onde vem e de sua identidade, apenas a surpresa de estar num lugar desconhecido, cercado por pessoas estranhas, que provavelmente também não soubessem onde estavam. Assim que foi se acalmando, Thomas foi levado por Alby (líder da Clareira) para conhecer o ambiente, assim Alby explicou que a reação e o sentimento do novo membro, com relação à situação, era normal, pois todos ali chegaram da mesma forma. Assim, Thomas conheceu a Clareira aprendendo que ela era dividida em quatro áreas: Deadheads, o cemitério. Blood House, onde os animais se reproduzem e onde eles são abatidos. Homestead, onde fica o banheiro e os dormitórios. Gardens, onde fica as plantações e de onde tiram a água. Aprendeu também que, todas as manhãs, as portas de pedra do labirinto de abrem e todo o fim de dia elas se fecham, também aprendeu que ninguém nunca resistiu a uma noite dentro do labirinto, por dois motivos: o primeiro por que o labirinto muda sempre de posição e o segundo motivo é por causa dos Verdugos, animais cruéis prontos para devorarem quem estiver pela frente. Mas, o que chamou a atenção foi que a cada trinta dias o elevador (chamado de box) traz um membro novo, mas após Thomas o próximo que chegou foi uma garota com um bilhete dizendo que ela seria a última.
O labirinto é um lugar sombrio que esconde daquele lugar a saída para os clareanos (nome dado aos garotos “residentes” na Clareira), mas é necessário entender como ele muda e qual a sequência. Segundo o filme, os corredores (Maze Runner), pessoas escolhidas para percorrer, mapeando, o labirinto desde a abertura da porta de pedra pela manhã até o seu fechamento à noite, são os que poderão encontrar a saída, mas algumas pessoas do grupo, por medo ou covardia, entendem que nunca irão sair. Fora isso ainda há os Verdugos, que costumam sair de suas tocas para “caçar”, dentro do labirinto, assim que as portas de pedra do labirinto se fecham. Segundo Alby, a saída é através do labirinto, mas há três anos os corredores tentaram em vão conseguir encontrar alguma saída, até a chagada de Thomas à Clareira.
Levando em consideração a história mostrada no filme e sabendo que o livro inspirador é apenas um dos cinco volumes da série, vejo que Maze Runner cumpriu seu papel, misturou momentos tensos com emoção, fazendo com que no fim o cinemeiro quisesse saber o que viria após a subida das letrinhas na tela. Sem sombra de dúvida, comparado com os modinhas do gênero, como: Jogos Vorazes, Divergente, Harry Porter e outros perebinhas cinematográficos, Maze Runner não se curva à mesmice e não aceita o destino que os outros tiveram, pelo contrário, sai da rotina e cria sua própria identidade ao plantar na mente do cinemeiro a incerteza quanto à realidade que foi encontrada por eles (os personagens), afinal, será mesmo a realidade ou será mais um teste?
O próximo livro da série a ser adaptado ao cinema, provavelmente, será Prova de Fogo (2010), onde os clareanos, que saíram do labirinto e agora esperam chegar em casa e viverem felizes para sempre, descobrem que a batalha está só na fase 2. Não sei se você já assistiu ao filme ou leu os livros, mas no livro 2, os clareanos descobrirão o motivo pelo qual eles são importantes para a cura do vírus mencionado no filme e também que há outro grupo de garotos perdidos. Outra coisa que descobri é que o autor adora matar personagens, incluindo aqueles que você jura que não podem morrer, ele também gosta de incluir novos personagens, e com segredos fundamentais para ajudar a encontrar as respostas.
Ficarei por aqui.

Elenco:
Dylan O'Brien como Thomas
Thomas Sangster como Newt
Kaya Scodelario como Teresa
Will Poulter como Gally
Ki Hong Lee como Minho
Blake Cooper como Chuck
Aml Ameen como Alby
Alexander Flores como Winston
Jacob Latimore como Jeff
Chris Sheffield como Ben
Randall D. Cunningham como Clint
Joe Adler como Zart

Patricia Clarkson como Chancellor Ava Paige
Diretor: Wes Ball



Cinemeirosnews will return!


quarta-feira, 24 de setembro de 2014

O Doador de Memórias.

Olá, cinemeiros! Hoje estou fazendo o comentário sobre mais um filme adolescente, que por pouco não foi um fiasco completo, graças a um detalhe que no decorrer do texto contarei a vocês. O filme é o Doador de Memórias, que fui assistir com muita curiosidade, achando que fosse um filme futurista, ficção científica e tals, até que foi, contudo deixou algumas, ou muitas, coisas a desejar.
Esse filme foi baseado no livro "O Doador" de Lois Lowry, fazendo parte de uma sequência com mais três livros: Gathering Blue, Messeger e Som, além de o Doador, cada livro desse tem um personagem principal diferente, o primeiro livro da série é "o Doador" que vendeu mais de 10 milhões de cópias, será mais um Crepúsculo, Jogos Vorazes, Herry Porter...enfim.
No filme, assim como no livro, "o personagem principal é Jonas, que tem dois amigos: Fiona e Asher. Os três vivem em uma comunidade cheia de regras e essas regras fazem com que o mundo que eles conhecem se torne aparentemente perfeito. Nesse mundo, não existe sentimento, assim não exite amor, carinho, admiração, raiva, entre outros, tudo graças a várias injeções que eles se aplicam durante o dia.
Dentre essas regras estão: não mentir, não fazer perguntas pessoais ou embaraçosas, contar o sonho durante a reunião à noite (janta), ter precisão nas palavras, perdoar as pessoas. Inclusive, tem também os rituais de respostas, como por exemplo, se alguém pedir desculpas tem que dizer "aceito sua desculpa fulano" ou depois que se conta o sonho, quem ta ouvindo tem que dizer "obrigado pelo seu sonho sicrano". 
A população é dividida por categorias através das suas idades, ao todo são doze - pessoas com um ano, categoria Um; pessoas com dois anos, categoria Dois - e assim sucessivamente. Pessoas com menos de um ano são chamadas de "crianças-novas"; após os doze anos, se tornam adultos e após adultos, se tornam idosos e vão viver na Casa dos Idosos. Todos os anos, durante dois dias são realizadas as Cerimônias, onde a pessoa que é Um, passa a ser Dois, que no ano seguinte passa a ser Três e assim se segue... A cada etapa, algo vai mudando, por exemplo: nessa comunidade, as pessoas andam de bicicleta, porém, só recebem a sua bicicleta quando se tornam um Nove.
Quando são crianças, fazem "estágios" em determinada área de sua preferência, e tudo o que a pessoa faz os Anciãos ficam de olho, pois quando se torna um Doze, a Anciã-chefe diz qual é a sua Atribuição e assim será onde trabalhará até se tornar um idoso, essa parte lembrou muito o filme Divergente, lembrou muito não, num certo momento achei que os filmes se cruzavam.
As famílias são chamadas de Unidade Familiar, onde são constituídas por quatro pessoas: pai, mãe, um filho e uma filha. Os pais não são os pais biológicos. O pai e a mãe ficam juntos por questões de afinidade e personalidade já que não existe sentimento entre eles". 
Lendo os parágrafos acima até parece que o filme ou é muito bom ou é chato demais. É isso mesmo, tendo tudo para ser um filmaço os roteiristas pecaram em deixar os personagens centrais dispersos na história, onde tudo girou de uma hora para outra na intenção de salvar uma pequena criança e de despertar algum sentimento em Fiona. O que não deixou o filme cair em desgraça foram as participações de Jeff Bridges, Meryl Streep e Katie Holmes, caso contrário O doador de Memórias seria mais um Divergente ou Jogos Vorazes, filmes sem novidades, apenas imitação um do outro.
O filme rumou para o precipício e nos seus minutos finais, talvez no desespero, os roteiristas resolveram acelerar o filme para que criasse vontade de vê-lo por mais 30 minutos e então eles terminariam, ledo engano. Aceleraram o filme, mas na hora em que terminou, eu tinha plena certeza de que ele havia de fato acabado, mesmo deixando cenas sem explicações, o que não precisam ser explicadas, afinal não despertaram curiosidade alguma. Terminou muito tarde e sem aquele desejo desesperador, como nos filmes O Senhor dos Anéis I e II, de saber como será a continuação daqui a um ano, por exemplo.
Assim, o Doador de Memórias serve para assistir caso você não tenha nada mais para fazer, contudo se o fizer não esqueça de deixar seu cérebro se divertindo em algum lugar, do contrário ele vai ficar zangado com você. Ainda sim vale a pena conferir, nas condições em que expliquei.
Um filme de: Phillip Noyce, com: Brenton Thwaites, Alexander Skarsgård, Taylor Swift, Meryl Streep, Katie Holmes, Cameron Monaghan, Jeff Bridges.





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segunda-feira, 15 de setembro de 2014

Hércules

Olá, cinemeiros! hoje faremos o comentário a respeito de um filme esperado, não pelo fato de haver algum detalhe revelador de alguma coisa, ou de ser uma história pouco contada no cinema, ao contrário, mas sim pelo fato do ator principal ter declarado que esse é o personagem da vida dele. Estou falando de Dwayne Johnson e do filme Hércules.
Hércules é filho de Zeus e da mortal Alcmena. Quando Hércules nasceu, Zeus queria torná-lo imortal para isso pediu que levassem a criança para junto de Hera, sem que ela soubesse, e assim que ela caísse no sono o garoto poderia mamar tranquilo, O garoto mamou com tanta força que mesmo após terminar o serviço, o leite continuou a jorrar formando na terra a Flor-de Liz e no céu a Via Láctea.
Quando cresceu, Hércules se destacou pela sua enorme força e coragem, a sua primeira realização foi matar um enorme leão que estava acabando com o rebanho de Anfitrião e de Téspio numa região chamada Citéron, aí começa a "lenda", falaram que a caçada ao leão durou cinquenta dias e nesse período Hércules ficou hospedado na casa ou aldeia de Téspio (prepare-se). Téspio, muito sacana, durante esse período fez com quem suas cinquenta filhas ficassem uma a cada noite com o nosso herói.
Após a caçada vitoriosa, Hércules voltou a Tebas livrando essa cidade dos Minos (é uma outra história que outro dia eu conto), por isso o Rei Creonte ofereceu sua filha mais velha, Mégara, ao Hércules. Eles tiveram filhos. Num dia Hércules ficou louco, por causa de Hera, e matou seus filhos dessa união, quando o efeito da cachaça passou ele foi até a casa do Oráculo que o indicou o rei Euristeu, primo do Hércules. Como Euristeu era fã de Hera pôs Hércules para fazer 12 trabalhos que nenhum feladapota conseguiu fazer até aqui, ou melhor, até aquele momento, os famosos 12 trabalhos de Hércules....e é após isso que o filme começa.
O filme foi baseado nas HQs que foram lançadas em duas séries The Thracian War (AS Guerras da Trácia) e The Knives of Kush (As facas de Kush) da Radical Comics, escritas por Steve Moore, dos HQs só posso vir até aqui, o restante é no filme.
Brett Ratner, diretor do filme, conta numa revista americana que jamais imaginou Dwayne no papel principal do filme, mas quando The Rock soube da produção, logo foi procurar o diretor e praticamente implorou pelo papel afirmando que havia nascido para ser Hércules, então Ratner não teve muito como resistir, afinal um cara de 1,93 de altura, ex-lutador e forte pracacildis, pedindo algo assim, o papel é dele.
O filme mostrou Hércules já consagrado como filho de Zeus, temido por todo o mundo conhecido e acompanhado por um grupo de mercenários que o acompanhavam nas batalhas, agora guiadas pelo ouro de quem estivesse disposto pagar, o filho de Zeus tinha seu preço e quem tivesse interesse em vencer uma guerra ou tivesse problemas com suas fronteiras era só entrar em contato que o semi-deus iria resolver toda essa parada. E foi assim que o rei da Trácia resolve contratá-l, juntamente com seus companheiros, para treinar seu exército, fazendo-o sanguinário e invencível.
No entanto o filme mostra um Hércules atormentado pelo passado, humano, com trauma, onde ele descobre que não terminou seus "trabalhos", mas Hércules é um homem bom, pelo menos para os seus companheiros, que compartilham de boas lembranças com o filho de Zeus, que ajudou a todos eles dando um significado para viver. Hércules não só mostra o mito como também o desmistifica em muitos de seus feitos, o humor apresentado pelos personagens em algumas passagens tira a tensão do filme, o que de certa forma representou um risco, contudo os outros personagens que acompanham o herói receberam a dose certa de importância, sem destaque exagerado e com um "coadjuvantismo" justificado, afinal o protagonista era o Hércules. e mesmo quando o filme pareceu estar indo para o abismo do tédio, o roteiro soube ajudar e impulsionar a história fazendo com que novas emoções fossem acrescentadas sem que o público perdesse de vista o motivo de existir do filme, o mito Hércules.
Nos créditos a arte mostra como a equipe de Hércules o ajudou nos 12 trabalhos mitológicos, e durante o filme, percebemos que nessa época (segundo a história contada no filme) Hércules contou com a ajuda de um marqueteiro que botou brilho nos olhos dos contratantes de seus serviços e pavor no coração dos inimigos.
Assim foi Hércules, um filme que vale a pena ser conferido.



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domingo, 14 de setembro de 2014

Um sonho de liberdade completa 20 anos



Quem diria que um dos melhores filmes que já vi na vida, foi um verdadeiro fracasso nas bilheterias, paradoxalmente, o mesmo filme, depois de um ano da estreia nos cinemas, acabou se tornando um verdadeiro sucesso das locações de vídeo em 1995 (sim, naquela época ainda reinava as fitas de VHS para videocassete, se falei grego é porque você não sabe de nada e nem inocente é) e foi assim que Um sonho de liberdade, baseado num romance do mestre do suspenso e terror, Stephen King, se tornou um dos filmes mais queridos do público e há anos está na lista dos 250 melhores filmes da American Film Institute.
O filme se passa na década de 40 e conta a história de Andy Dufresne, um baqueiro interpretado pelo ator Tim Robbins (um dos seus melhores papéis) que é acusado de matar a esposa e o amante durante um ataque de fúria. Como sentença, Andy é condenado a passar o resto da vida no presídio de Shawshank, no estado norte-americano do Maine (onde geralmente se passam todos os contos de Stephen King, você sabia disso? Se não sabia, agora sabe pelo cinemeirosnews). Lá, o banqueiro passa por maus bocados fugindo de prisioneiros homossexuais o tempo todo e tendo que lidar com guardas violentos e um diretor corrupto. Mas é na prisão também que Andy estabelece uma amizade forte com alguns detentos, principalmente com Red (Morgan Freeman) que se torna o seu braço direito e melhor amigo. O filme tem uma narrativa em “off” que faz a passagem de tempo durante as décadas e o final é um dos mais surpreendentes já vistos.

Lembro-me que eu gostei do filme desde a primeira vez que vi (eu fui um dos que alugou várias vezes a fita porque naquele tempo ainda não dava para baixar da internet) e uma das vezes assisti junto com meu padrinho e amigo cinemeiro, Petty Albuqerque, em 1997 eu acho, que nós íamos vendo e fazendo os comentários das melhores partes. Um dos destaques que eu apontava no filme era o fato de falar, entre outras coisas, sobre xadrez, geologia, determinação, amizade, força de vontade e até mesmo sobre cinema. Assuntos que até hoje chamam minha atenção. Sem falar que só o fato de ser uma adaptação de um dos contos de Stephen King já é algo que agrada todo fã.
A adaptação do livro para as telonas ficou ao encargo de Frank Darabont que além do roteiro, também assinou a direção. Darabont também dirigiu e roteirizou A Espera de um milagreO Nevoeiro, um drama e um suspense sobrenatural, ambos baseados em livros de King. E, só por curiosidade, Darabont é o diretor de uma das séries mais famosas da atualidade, The Walking Dead, que é baseada em uma HQ escrita por Robert Kirkman. Um sonho de liberdade é sem dúvida nenhuma um filme que todo amante de cinema deve assistir e ter em sua coleção. A seguir, segue algumas curiosidades sobre essa obra considerada uma das melhores produções norte-americanos de todos os tempos e um dos melhores filmes sobre prisão já feito.

  1. Stephen King nunca descontou o cheque de US$ 5 mil que recebeu pela venda dos direitos de adaptação.
  2. Clint Eastwood, Harrison Ford, Paul Newman e Robert Redford foram cotados para o papel de Morgan Freeman
  3. Tom Hanks, Kevin Costner, Tom Cruise, Nicolas Cage, Johnny Depp e Charlie Sheen estiveram no páreo para protagonizar o filme
  4. Os sets do filme em Ohio foram mantidos e fazem parte do tour de um museu
  5. O personagem Andy Dufresne também aparece em Apt Pupil, novela de Stephen King que deu origem ao filme: O Aprendiz (1998).
Fonte: site www.omelete.uol.com.br

Bom, a dica foi dada agora é com vocês. Corra até a locadora mais próxima, (difícil é encontrar uma hoje em dia), baixe na internet ou compre o DVD/Blue Ray, onde você além de apreciar um ótimo filme, que vai te fazer sorrir, chorar, se emocionar... ainda poderá desfrutar de vários extras. Um abraço, câmbio e desligo