terça-feira, 29 de abril de 2014

A EVOLUÇÃO DO CINEMA NACIONAL PARTE I


Por: Nyvian Barbosa

Olá, caros cinemeiros,

Venho novamente tecer meus preciosos comentários nas minhas próprias impressões sobre o cinema. Daí cabe a você concordar ou não, mas tem que dizer o porquê para que tenhamos um diálogo e possamos aprender também! J

Vamos lá! Para começar: Que você acha do Cinema Nacional?
Cinemeira Nyvian defendendo o Cinema Nacional
com unhas e dentes...mais dentes do que unhas!!

Imagino que as respostas vão ser: “acho uma me...leca!” “Não gosto” “Tenho preconceito” “Só tem palavrão e p*t@ria” e por aí vai. Concordo e fui uma dessas pessoas. Mas confesso que hoje meu pensamento está mudando.

Obviamente, ainda existem muitos clichês nos filmes brasileiros e não é preciso ser expert pra constatar isso. Ainda se tem muitas doses de violência, corrupção e conotações sexuais, mas acredito que hoje os filmes podem ser entendidos em quaisquer partes do mundo.

Quer um exemplo? Um dos meus preferidos é “Tropa de Elite 1 e 2”. Violência nas favelas, práticas de tortura pra explanar a realidade dos nossos policiais. Confesso que gosto muito mesmo. O primeiro filme transformou o Capitão Nascimento num herói nacional. Muitas charges foram criadas a partir desta personagem e por algum tempo foi uma febre. A qualidade foi tanta que o diretor, José Padilha, também dirigiu o filme Robocop deste ano.
Tô de olho hein! Se não gosta do Cinema Nacional....."pede pra sair"

Pode até não parecer, mas vi propagandas de outros países que mostram suas realidades bem parecidas, o xis da questão é justamente a forma de fazer. Eis alguns exemplos de realidade estrangeira:

1.    Este vídeo discute a questão entre homens e mulheres na França. As minhas aulas de lógica me ensinaram que quando nos deparamos com uma lei que proíbe matar, é porque lá se mata muito. E quando se tem discussão sobre gênero, é porque ainda há algo de errado sobre gênero. https://www.youtube.com/watch?v=kpfaza-Mw4I
 
2.    Este mostra singelos tratamentos da polícia de Nova York a sua população: http://info.abril.com.br/noticias/internet/2014/04/campanha-da-policia-de-nova-york-no-twitter-sai-pela-culatra-1.shtml  E dá pra ter bem mais imagens se procurar mais.

São propagandas e notícias que mostram que a realidade local deles não é diferente da nossa. E os filmes são uma forma de retratar essas realidades também.

Querem um exemplo de filme que nos faz torcer pelo bandido? “Assalto ao Banco Central”, 2011. Torcer pelo bandido ou pelo mocinho depende de quem está contando a história, mas assim como torcemos pelo Toretto nos filmes Velozes e Furiosos, assaltante que ganha a vida competindo em rachas, nos deparamos com a perspicácia e a engenhosidade da personagem Barão no longa brasileiro. Só para constar, a turma de Toretto é formada por marginais da society! Quantos filmes brasileiros você lembra que mostram marginais bem hard? Vários, né! Para ficar claro, estou comparando em termos de considera-las histórias boas para se assistir.

Vou dar outro exemplo de filme nacional que achei bem bacana: O Homem do Futuro, 2011. Um roteiro bem amarradinho, entra na questão física do tempo, toca na questão de investimento em ciência no Brasil e se passa numa universidade! Olha que legal!


Mudando de gênero, vamos para a comédia. Adooooro!

A primeira vez que vi um filme brasileiro que achei engraçado de verdade, não apelativo e que até meu pai veria sem dizer que os filmes de hoje não são como antigamente, foi no Cine&Vídeo Tarumã, da UFAM. O filme é “Trair e Coçar é só Começar”. Francamente, foi uma grata surpresa pra mim. Claro que nosso professor Antônio José Vale da Costa, o Tom Zé, não exibiria qualquer película aos seus queridos aluninhos! Desde então passei a dar créditos aos filmes brasileiros, ainda como muita cautela, claro, com medo de perder meu preciosíssimo tempo. Mas pensando bem, quanto tempo não perdi assistindo a comédias românticas hollywoodianas até perceber que não curto comédias românticas hollywoodianas!

Querem uma comédia brasileira fofa? “E se eu fosse você... 1 e 2” Claro que usaram o Tony Ramos para interpretar uma essência mulheril interior para dar mais graça, mas até que é uma história interessante. Interpretei como se o casal precisasse trocar de lugar para enxergar sob a ótica do outro e terem mais compreensão na relação.

“De Pernas pro Ar 1 e 2” ? Mostra o lado humano e engraçado de uma mulher de sucesso!

O que dizer de O Auto da Compadecida, Lisbela e o Prisioneiro, Central do Brasil, O Palhaço, Deus é Brasileiro, Garrincha, para citar os mais famosos. Você sabia que o cinema nacional brasileiro fechou 2013 com 115 filmes? Sabia que teve tudo isso de filme? Não tenho a informação se foi exibido tudo isso em salas de cinema, mas com certeza dá para acompanhar!
Há quem diga que filme bom é aquele que tem data marcada para estrear. Para 2014, já existem 35 filmes com data para estreia, o que significa que há interesse dos distribuidores e exibidores.
 

Identificou-se com algum? Assistiu a algum?
Obviamente, ao evoluir dos tempos, as coisas tendem a melhorar. A formação dos roteiristas e diretores melhora a qualidade dos filmes, a economia melhora e o público aumenta. É um conjunto de várias coisas.

Portanto,

É uma questão de abrir a mente a novas ideias de fato; não de permitir que nos desçam goela abaixo que agora tudo vai mudar e vamos ganhar o Oscar, mas que passemos analisar melhor e deixemos de lado nossos discursos preparados.
Valorizar nosso cinema é uma das formas de valorizar nossa cultura! J


Depois de tantos argumentos só nos resta aguardar a parte II e dizer Câmbio e desligo!!
 

segunda-feira, 28 de abril de 2014

Um amor para recordar




A cinemeira honorária dessa semana, Karina Raposo, além de ser uma amiga muito querida, é também uma romântica de carteirinha. Então, nada melhor do que ela para comentar sobre um dos melhores filmes românticos que eu já vi e que acho que muitos concordam, pois não há quem não se emocione ao assistir UM AMOR PRA RECORDAR. Tudo nesse filme combina: boas interpretações, bela trilha sonora e uma história de amor que não cai no modismo de filmes melosos para adolescentes. Com certeza, depois dos comentários da amiga cinemeira eu fiquei até com vontade de assisti-lo novamente. Confira 
Mandy Moore, atriz e cantora da trilha sonora do filme
Atire a primeira pedra àquele que nunca se emocionou assistindo a um filme romântico. Eu assumo, que sou super chorona e adoro esse tipo de filme.  Faz bem pra alma, o mundo já é tão violento, que de vez em quando é bom ver uma boa história de amor. Ainda mais quando traz uma mensagem tão linda de fé, amor e compaixão.
Confesso que tive uma certa resistência em assistir esse filme por causa do titulo, imaginei que fosse bobo, ou muito adolescente, mas tive uma grata surpresa. A obra é baseada no livro romance de mesmo nome, do escritor Nicholas Sparks, o filme foi dirigido por Adam Shankman e produzido por Denise DiNovi e Hunt Lowry.

Landon Rollins Carter (Shane West) é um típico adolescente problemático, sem nenhuma meta para o futuro, apontado por todos como exemplo a não ser seguido. Ao fazer uma brincadeira de mau gosto que quase termina em tragédia, ele recebe uma punição do diretor de sua escola e é obrigado a participar da montagem de uma peça. Nesse período ele se aproxima de Jamie Elizabeth Sullivan (Mandy Moore), filha do pastor da cidade, nada popular, mas super segura de si, sentimento que ele (Landon), assim como a maioria, desconhece, por ter necessidade de ser aceito pelo grupo.

Jamie decide ajudar Landon a ensaiar para a peça mesmo com todos os protestos do pai, e impõe a ele apenas uma condição, a de que ele não se apaixone. O que para Landon é um alívio, pois ela está totalmente fora dos padrões de garota de que ele está acostumado. No decorrer da trama ele descobre através dela um jeito novo de enxergar a vida, que passa a ter um sentido maior com sua presença. Com o jeito simples, determinado, e paixão pela vida, ela o conquista facilmente. Mas, nem tudo são flores, Jamie carrega consigo, um segredo, é portadora de Leucemia e se prepara para partir.
"Nosso amor está escrito nas estrelas. Da uma olhada"
Ao ficar sabendo Landon em um gesto nobre, decide não abandoná-la e se esforça para realizar os sonhos da amada. Ver a passagem de um cometa, casar na mesma igreja em a mãe casou e presenciar um milagre. No intuito de fazê-la viver tudo isso ele constrói um telescópio, a pede em casamento e ao final ela revela que a transformação da vida dele, de um cara sem credibilidade, em um rapaz admirado por todos representou para ela participar de um milagre.

Cinemeira e Jornalista Karina

Em resumo, é um filme emocionante que nos faz repensar valores, e mostra que pequenos gestos de amor e bondade podem fazer uma enorme diferença na vida de alguém. Esse filme é uma ótima pedida para assistir acompanhada, desarme seu coraçãozinho e absorva os bons ensinamentos.

“Descubra quem você é, e faça disso um propósito.”

Acredito que a cinemeira Karina escolheu bem as palavras para descrever um ótimo filme para você assistir, se emocionar e refletir sobre esse sentimento tão nobre que supera todas as barreiras. De preferência, veja acompanhado do seu momô para deixar o clima ainda mais romântico. A dica está dada, agora é com vocês. Grande abraço.  
Câmbio e desligo!

quinta-feira, 24 de abril de 2014

Especial Homem-Aranha Parte II


Olá amigos cinemeiros, faltando apenas uma semana para a estreia de O Espetacular Homem Aranha 2: A ameaça de Electro voltamos para fazer mais alguns comentários sobre os filmes e sobre a vida do herói. Bom, acho que depois de tantos trailers do filme (um melhor que o outro), já deu para perceber que tem tudo para ser um sucesso, mas aqui vem minha primeira observação: Por que colocar no subtítulo "A Ameaça de Electro" se até um cego já percebeu que o aranha vai enfrentar, no mínimo três vilões?? E eu não estou contando spoilers não, isso ficou obvio até para quem não é fã do personagem. Calma, vou explicar melhor para quem ainda está fly fly.
Rhino, Duende Verde & Electro.

Resumindo: nos trailers, fora uma conversa tensa entre o Homem-Aranha e Electro (Jamie Foxx), vemos também o amigão da vizinhança perseguindo o vilão Rhino (Paul Giamatti) e, pelo que eu deduzi, deve ser a cena inicial do filme. Em outro trecho, vemos uma conversa entre Peter (Andrew Garfield) e Harry Osborn (Dane DeHaan), amigo de infância dele e como todo fã sabe, depois se torna um de seus os piores inimigos – o Duende Verde. Porém, o trailer também mostra algo muito interessante que só os mais atentos devem ter percebido, a possível presença de dois outros “Bady guys” ...se não agora, talvez nos próximos filmes (um em 2016 e outro em 2018) com certeza vai ter. Caso não tenham notado isso, não se preocupem....o tio Érico fez um print para vocês J

A foto acima não deixa dúvida, a esquerda temos um par de asas que certamente deve pertencer ao vilão chamado Abutre e a direita temos quatro tentáculos mecânicos que pertencem ao Dr. Octopus, objetos que também fazem parte dos experimentos secretos da empresa Oscorp. Então, três vilões confirmados e a possibilidade de aparecerem mais dois, a única explicação para dar tanta evidencia ao Electro até no título do filme só pode ser uma: desviar o foco. Agora que vem a pergunta que todos querem saber: desviar o foco para onde, para quem e por quê? Obviamente eu ainda não vi o filme, mas minha intuição me diz que tem a ver com o Duende Verde e com a Gwen Stacy (Emma Stone), namorada de Peter, também está na história....acho que alguns já entenderam onde eu quero chegar e contar mais poderia estragar futuras surpresas. 
O Aranha e sua amada Gwen Stacy
Para que todos os personagens pudessem se desenvolver de maneira coerente na trama, o filme precisou de APENAS 152 minutos e, até agora, é o filme mais longo de todos os já criados para o Homem-Aranha. Mas ai você pode se perguntar, será que o filme não vai ficar chato ou perder o ritmo depois de tanto tempo? Uma coisa eu posso garantir, isso não vai acontecer, talvez duas horas e meia ainda seja até pouco! Sim, isso mesmo...que me desculpem os outros heróis mas o spider é “o cara”, inteligente, engraçado e acima de tudo muito humano e com grande coração. Se todas essas qualidades que ele apresenta nas HQs também se repetirem mais uma vez nas telonas, tenho certeza que teremos um filme que vai divertir e emocionar pessoas de todas as idades, e nem vão sentir o tempo passar.
"Junior, já pra casa fazer o dever da escola.
Pode deixar que eu salvo o mundo"
Tudo isso e muito mais poderemos conferir a partir do dia 1° de maio quando o filme estreia em todo o Brasil, até lá continuamos na contagem regressiva esperando o grande momento de vermos novamente o cabeça de teia se balançando entre os prédios de Nova Iorque. Se prepara Capitão América, pois acho que seus dias de primeiro lugar nas bilheterias estão próximos de terminar.
Câmbio e desligo!!

terça-feira, 22 de abril de 2014

A Fantástica Fábrica de Chocolate


É inevitável, quando se fala em páscoa a primeira coisa que se vem a cabeça é.....chocolate. Não deveria ser assim, mas é! As vezes o verdadeiro sentido dessa data tão importante, acaba sendo encoberto por algo criado por uma sociedade consumista e cada vez menos cristã. Mas em se tratando de chocolate, não existe melhor exemplo de filme que retrate essa relação que (quase) todo mundo tem por essa deliciosa iguaria do que A Fantástica Fábrica de Chocolate, um filme que só de pensar já deixa muitos com água na boca e que é o terror dos diabéticos.
Para fazer um paralelo entre chocolate-páscoa-cinema, chamamos a cinemeira mais “poética” que temos Isiane chaves (Isi para os íntimos) que, com seu singelo jeito de escrever, expos seu ponto de vista sobre essa obra prima da literatura que, assim como nos livros, também fez muito sucesso em todas as versões cinematográficas que teve.
Coelhos, ovos, cenoura, peças chaves do comércio e simbolismo da origem do chocolate, não são os principais ingredientes de uma história cheia de magia e solidariedade.  A Fantástica Fábrica de Chocolate retrata o inverso do que o comércio passa como o primordial da vida para as crianças que buscam o imaginário nos simbolismos. Resgata valores muitas vezes perdido.
Charlie ficou até vesgo quando achou o bilhete premiado
O filme é baseado em um livro que foi adaptado em 1969, 1971 e 2005 que por meio da sua história, através do chocolate, retrata também uma mensagem cristã percebida nas atitudes de alguns personagens. Charlie (Freddie Highmore), de família humilde lembra a origem de Jesus. Fã de chocolate, o garoto recebia esta delícia uma vez por ano. Seus pais trabalham dia e noite para uma vida melhor. O chocolate era o mais esperado que os brinquedos. O importante para Charlie era sua humildade e sua família. Diferente de outros filmes tradicionais sobre a páscoa, mostrando somente a magia e aventura.
Willy Wonka nas duas versões do cinema
Charlie e as outras quatro crianças iniciam a caça ao tesouro. A missão é achar os convites dourados nas embalagens do chocolate para conhecer a tão sonhada fábrica de chocolate. Há 15 anos sem funcionar Willy Wonka, vivido por Johnny Depp, reabre a fábrica a todo vapor para os novos visitantes. Apesar das dificuldades encontradas, todas as crianças acham o convite. Exceto Charlie, as outras crianças tinham personalidades negativas e recebem seu castigo ao entrar na fábrica.
O momento mais importante do filme é quando Charlie recebe a missão de resolver os problemas de Willy com o pai. Pela sua humildade ganhou a fábrica, mas recusou por não poder levar sua família. Após cumprir sua missão com Willy resgata a fábrica e Willy resgata sua família. Quem mergulha nesta história se depara a passagem da páscoa relatada pela bíblia mostrando o verdadeiro sentido da páscoa e que o verdadeiro doce da vida a ajuda mútua ao próximo.
Jornalista e cinemeira Isiane.
Obrigado por mais essa colaboração Isi. Sabemos que a páscoa já passou, mas nunca é tarde para desejar uma feliz páscoa e que Jesus possa estar sempre com cada um de nós, você acreditando nele ou não. Grande abraço e até aproxima. 
Câmbio e desligo!!

sábado, 19 de abril de 2014

Divergente, a cópia daquele, que é a cópia daquele outro, que é a cópia de O Senhor dos Anéis!

Olá, Cinemeiros, acabei de assistir um filme que chegou no Brasil no dia 17 de abril com o nome de "Divergente", fiquei curioso, nem li a sinopse e fui logo para a sala de cinema? não, pois soube que era mais um filme futurista adolescente, por isso fui à Internet e procurei uma versão liberada, não demorei muito, achei, comecei a sessão e aos 16 minutos de filme o post para o Cinemeirosnews já estava pronto, o restante do tempo que gastei ou perdi assistindo a produção foram apenas para confirmar o post, não deu outra.
O filme é uma cópia de Jogos Vorazes e Jogos Vorazes é uma cópia sem vergonha de As Crônicas de Nárnia, que é uma cópia filha da puta do Harry Porter que é um clone de O Senhor dos Anéis (enfim, o filme!).
Só para economizar nas palavras, assim como os roteiristas Evan Daugherty e Vanessa Taylor fizeram na criatividade, resolvi fazer um CTRL C + CTRL V da postagem que fiz para Jogos Vorazes, aqui mesmo no Cinemeirosnews, no dia 15 de abril de 2012 (exatamente 2 anos).
"Para começar o filme não tem consistência, passa a idéia de ter sido roteirizado, filmado, figurinizado, maquiado, pós-produzido, distribuído e digitalizado nas coxas...ou seja, em um fundo de quintal.
A atriz principal até tentou dar um ar de sensual e carismática e tals, mas a questão adolescente-psicótica acabou pegando mal e francamente, não pude identificar qual o porquê da existência dos jogos, da escolha e do sentido, calma.....o filme até tentou explicar, mas a explicação não contextualizava a realidade apresentada, então narrativas versus imagens quem ganha são as imagens... e as imagens não mostrava o que a narrativa contou, ou seja, um filme muito ruim.
Li outras críticas e o pessoal que leu o livro (sim, pois Jogos Vorazes é um livro com três volumes, igual ao O Senhor dos Anéis, Harry Porter, Star Wars e o Menino Maluquinho) tenta defender dizendo que o livro explica, o livro diz, o livro mostra, o livro fala, então pergunto: Por que fazer um filme "peba" se o livro já diz tudo....ou então que seja avisado no cartaz "filme apenas para quem já leu o livro"seria mais honesto da parte dos produtores, mas até maucaratísmo Holliwood já produz, resumindo, o filme é muito, mas muito ruim.
Os jogos em si, são doze distritos e cada um tem de oferecer dois jovens como tributo para participarem dos jogos e ao que pareceu, ninguém tava muito afim de participar, um rapaz e uma moça são escolhidos por sorteio. É montada toda uma estrutura, uma divulgação e após o sorteio, a sorteada pode ser trocada pela irmã que se ofereceu no lugar da sorteada, pois a sorteada era fraquinha, pequena e loirinha, mas...isso era permitido?? ninguém no filme explicou nada...pode????
Resposta, o filme é muito ruim.Antes dos jogos em si, houve uma preparação, treinamento, treinos, integração e uma busca por patrocínios....onde o roteirista tentou passar uma idéia de competição justificada, mas nada justificou a tal competição apresentada, o diretor pensa que somos babacas (e olha que alguns são mesmo), criou um romance sem justificativas, para atrair patrocinadores, que nunca apareceram, terminou o filme e nada de patrocinadores, até agora me pergunto, cadê os patrocinadores?
Meus amigos, se esse filme foi criado para agradar os nossos adolescentes e (pior) se conseguir agradar-los, então o futuro do planeta estará perdido....minhas esperanças de um mundo melhor sem guerras, fome e Restart acabaram ontem....
Dentro do jogo a coisa foi pior.... criaram um Big Brother misturado com UFC e Parque dos Dinossauros.... no início um banho de sangue sem justificativa.... depois uma aliança, também sem justificativa e sem explicação do motivo, depois as regras foram mudadas para atrair o casal, no fim do jogo quando a segunda regra foi cumprida e somente dois sobraram a direção do jogo resolveu voltar para a primeira onde só um poderia ser o vencedor...e os personagens principais, foram fazer um Romeu e Julieta meia-boca para forçar uma nova mudança nas regras...e conseguiram, ou seja, o filme é uma sacanagem de ruim.
Não indico, não aconselho, não irei assistir de novo e muito menos irei falar mais nessa porcaria de filme... e para os que defendem a leitura do livro primeiro, parabéns pois só vocês conseguiram entender essa porcaria de filme!"
Claro que copiei a parte que interessa, afinal não quero sacanear os leitores do Cinemeirosnews, já não basta a palhaçada que esses produtores sem criatividade estão fazendo conosco, contudo diferente de Jogos Vorazes, Divergente tem salvação, pelo que diferencia de Jogos Vorazer, por exemplo: é uma cidade futurista e há 5 facções para o jovem escolher de acordo com aquilo que ele sente, quer ou se acha atraído (que no filme chamam de qualidades) e a Prior descobre que não tem somente uma qualidade, mas sim duas ou três, isto é, ela é uma DIVERGENTE, por isso todo mundo quer matá-la, acabou o filme, pelo menos o fim do filme foi menos ridículo do que o filme todo, e é nisso que aposto para os próximos filmes da franquia, sim, meus amigos, é uma franquia com pelo menos mais 3 filmes além desse (Insurgente 2015, Convergente - parte 1 2016 e Convergente - parte 2 2017, só faltou o Inteligente - sem previsão), é flórida.
Elenco: Shailene Woodley, Miles Teller, Kate Winslet, Theo James, Ansel Elgort, Jai Courtney, Ray Stevenson, Maggie Q.
Direção: Neil Burger.

Temos de fazer a avaliação Estrela Negativa!

Cinemeirosnews will return! 

quinta-feira, 17 de abril de 2014

NOÉ

Páscoa se aproximando e nada melhor do que assistir a um filme bíblico não é mesmo? Mas então tomem cuidado, pois para muitos, Noé – o filme, pode não parecer tão “bíblico” assim, principalmente para quem conhece bem as sagradas escrituras. Mesmo antes do filme aportar nos cinemas, muitas críticas já tinham sido tecidas sobre ele e mostrando que o diretor Darren Aronofsky simplesmente viajou legal em alguns momentos. Acho que, se dependessem dele, o Noé ao invés da Arca, teria construído era um Iate porque é mais fashion, porém na minha opinião o que houve foi um excesso de “licença poética”, voltadas mais para as invencionices cinematográficas do que para a adaptação do conto bíblico... e isso que gerou tanta polêmica e revolta.

Como sou catequista na igreja católica, achei melhor chamar alguém "de fora" para comentar o longa, Então, o ideal seria o olhar de quem não puxa sardinha para nenhuma religião, totalmente imparcial no quesito religiosidade, porém sem perder a racionalidade e o bom senso ao descrever aquilo que viu e sentiu ao assistir o filme. Com vocês, nosso amigo cinemeiro honorário Alexandro Castro que fez uma análise crítica da estória desse Noé que vai muito além da Bíblia.
 

Achei que o filme seria bom, mas... NO É!!!!
Rá kk! Eu tinha que fazer essa piada infame.
Bom, toda a fúria que tenho lido sobre o filme Noé parte de religiosos. A maioria classifica o filme como blasfêmia pelas diferenças entre a estória bíblica e a apresentada nas telas. Curiosamente uma das minhas companhias ontem era uma amiga evangélica, o segmento religioso que mais tem sido furioso com a obra, mas ela foi bem compreensiva com as liberdades tomadas pela produção do filme e se esforçou para dizer que gostou... um pouco... apesar de tudo.
Sobre as diferenças, tenho a dizer que cinema é apenas cinema, precisa atender a uma construção específica de roteiro, do contrário vira um documentário ou obra didática, o que nem de longe foi a intenção na produção de Noé. Claro, em certo ponto essas adaptações que mais parecem um Reboot da franquia Noé com certeza iria causar fúria, já que mexe com o lado mais íntimo das crenças de boa parte da população mundial.
Porém, sobre essa adaptação, eu tenho de dizer que não gostei. O filme se apressa em dar início a missão de Noé (Russel Crowe) e o faz de forma nada clara, nada tão poderoso, como por exemplo a voz de Deus falando com Moisés na animação O Príncipe do Egito. A mudança da história para criar atratividade para o filme também forçou bastante, mudando situações desnecessárias ao invés de apenas preencher lacunas que a estória bíblica deixa abertas. Teria sido mais simples preenchê-las, mas divertido e mais seguro - livraria a equipe de críticas.
Sobre a personalidade de Noé, achei mal construída. Noé não parece um homem bom e justo, e sim um fanático perturbado, vacilante e agressivo. A melhor pessoa do filme acaba sendo o avô Matusalém, e inevitavelmente levanta a questão: Se o cara bom é o Matusalém, a missão então deveria ser dele.
Sobre os efeitos visuais, pra mim pareceram muito vacilantes também. Algumas cenas são poderosas, como os momentos em que os animais tomam a arca. Mas o concept dos anjos caídos aprisionados em formas de pedra é estranho, parecem mais Pretzels amaldiçoados ambulantes, e a animação deles é estranhamente cheia de flicks que dão toda a impressão de que foram animados com técnicas bem antigas de stop motion. A edição também é estranha, muitas vezes parecendo um vídeo amador de alguém no youtube. Enfim, uma direção de arte cheia de altos e baixos.
No fim, acho que tudo de bom do filme está realmente ali no trailer, e só. Eu não gostei, e olha que nem sou católico e nem evangélico, não leio a Bíblia há uns vinte anos e não me recordava de nada da estória de Noé. Fui ao cinema decidido a gostar do filme e encontrar pontos bons, mas não deu muito certo.
Cinemeiro Alexandro Castro
Ainda assim, assistam. Cada um tem suas conclusões.
 
Muito obrigado mais uma vez meu amigo Alexandro pela rica contribuição e aqui fica um conselho, para conhecer a verdade sobre o personagem, nada melhor do que recorrer à Bíblia, livro de gênesis capítulo 6 ok. Feliz Páscoa a todos!!
 

sábado, 12 de abril de 2014

Capitão América - O Soldado Invernal


Saudações amantes da Sétima Arte, hoje estou comentando o primeiro filme de 2014 que explorará o universo arquitetado pelo auto denominado, reconhecido e admirado EXCELSIOR Stan Lee, este senhor de 91 anos é quem comanda com pulso criador e inovador impar na história dos quadrinhos e agora do cinema os estúdios Marvel, que, pelas minhas contas, nos brindará este anos com nada menos que quatro filmes.



O filme inicia com Steve Rogers, interpretado por Chris Evans (Os vingadores), tentando se adaptar com as novidades do século 21 e tentando atualizar-se a tudo que perdeu enquanto estava congelado, atentem para a lista que o Capitão leva em um caderninho em seu bolso com prioridades do que deve conhecer no “novo” mundo em que vive. Entre adaptar-se a novidades como Internet  e GPS’s o Capitão auxilia a SHIELD em missões de campo junto a Viuva Negra, interpretada por Scarlett Johansson (Hitchcock) e posteriormente se une ao time o Falcão, interpretado por Anthony Mackie (Sem dor, sem ganho).



O que me chamou mais atenção no filme, foi como o vilão se caracteriza na trama, ele é bem mais abstrato e onipresente que o Caveira Vermelha, está incrustado nos alicerces da própria SHIELD e por este motivo os acontecimentos em Capitão América 2 provavelmente ecoarão em todos os futuros filmes das franquias da Marvel e em um certo seriado de uns certos agentes que não sei como ficará depois dos fatos ocorridos neste filme.
Um personagem importante do primeiro filme volta de maneira inusitada, bom, nem tão inusitada para quem acompanha quadrinhos, mas, garanto, que quem só acompanha a Marvel pelo cinema, ira se surpreender com este fato.


A ação é os efeitos estão bem trabalhados, os diretores Anthony e Joe Russo, estreiam na franquia com seqüências de luta bem elaboradas, mas ao meu ver, pecam em algumas cenas com diálogos que chegam ao enfadonho. Vale salientar as participações de Samuel L. Jackson como Nick Fury e Robert Redford como o Agente Pierce.

Resumindo, o segundo filme do Capitão merece ser visto, está muito superior ao primeiro, que, ao meu ver, como o primeiro filme do Thor, serviram apenas para divulgar o filme dos Vingadores. Vale o ingresso e a pipoca, só não gostei do 3D, o Excelsior como sempre faz sua participação especial e para os inocentes segue o conselho:






sexta-feira, 4 de abril de 2014

UMA AVENTURA LEGO

Quem nunca ouviu falar de LEGO que atire a primeiro bloquinho! Bom, a não ser que você estivesse vivendo numa caverna ou fora do planeta, acredito que todas as pessoas já tiveram, pelo menos uma vez na vida, a experiência de encaixar duas ou mais peças desses brinquedos e assim, dar asas à sua imaginação, montando tudo aquilo que a sua criatividade mandar. Esse, é o principal objetivo dessa companhia dinamarquesa que já existe há mais de 80 anos, divertindo crianças e adultos em todo o mundo.
Uma Aventura LEGO, que esteve em cartaz recentemente nos cinemas, é um filme que traz todo o glamour desses simpáticos bonequinhos amarelos numa animação que reune muito humor, aventura e ação num ritmo super acelerado. A direção ficou ao encargo da dupla Phil Cord e Christopher Miller, que também criaram um roteiro recheado de referências a outras animações como Toy Story, Simpsons, Matrix, sem falar da ilustre presença de vários personagens do universo do Senhor dos Anéis, Star Wars, Tartarugas Ninjas e Heróis da DC Comics, destacando-se principalmente o Batman e um guarda com distúrbio de dupla personalidade (dublado por Liam Neeson na versão original).
Dubladores e seus personagens
Outra coisa que agrada em Uma Aventura Lego é a riqueza dos detalhes, principalmente na expressão facial dos bonequinhos e também, a autopromoção de si mesmo, uma vez que tudo é feito na “estática Lego”, desde de tiros, ondas, gotas d’água, sem falar que vários brinquedos da sua coleção aparecem no decorrer do longa, inclusive um astronauta azul da década de 80 (que até eu tinha) também está presente no enredo. Mas sei que a essa altura do campeonato você já deve estar querendo saber é como é a história, vamos a ela então.
Emmet (Chris Pratt, voz original) é um operário boa praça, amigo de todo mundo. Assim como todos os bonequinhos de sua cidade, ele segue à risca as instruções do manual que cria um mundo ideal para todos viverem. O vilão da história é um político chamado Presidente Negócios (voz de Will Farrell) que almeja manter essa perfeição e evita, a todo custo, que novas criações surjam sem sua permissão e tirem a harmonia do lugar onde todos parecem felizes. Porém, quando tudo parecia estar correndo dentro das normalidades, entra em cena a personagem Megaestilo (voz de Elizabeth Banks) e revela para Emmet que, segundo a profecia de um Guru meio doidâo (Morgan Freeman), ele é o escolhido (alguém lembrou de Matrix) para salvar todo o universo criado a partir dos tijolinhos de Lego, das regras ditadas pelo tal Presidente Negócios.
A partir daí, o mundo de Emmet vira de pernas pro ar, literalmente, enquanto ele tenta explicar que não é o tal escolhido e não possui nada de especial, uma frenética aventura se inicia num ambiente onde tudo é formado pelas tais pecinhas de Lego, unindo personagens dos mais diversos mundos, tudo junto e misturado, parecendo até propaganda dos próprios brinquedos. É uma confusão sem fim que só com o surpreendente final vamos entender o motivo dessa bagunça organizada.
Aliado a uma ação incessante e um senso de humor que não perdoa nada e nem ninguém, o filme traz ótimas piadas e tira sarro de personagens na maior cara de pau, mas, a maior lição que ele deixa é a de que “para que alguém ser especial, basta acreditar que pode”. Eis ai um belo filme para assistir com seu filho no colo, ou agarradinho com seu momô. Com certeza, um ótimo programa para se fazer com a família, onde a diversão e a emoção está garantida. Vá lá e confira.

Câmbio e Desligo