segunda-feira, 13 de outubro de 2014

Anabelle



Spin-off originado do ótimo “Invocação do Mal” de 2013, Anabelle conta a origem da boneca que contem um segredo demoníaco que acaba obsediando todos a sua volta com o principal intuído de sorver suas almas imortais.

O que mais me chamou atenção foi a ambientação da história nos final dos anos 60 para início dos 70, a maior referência disso é a cena em que um casal está vendo na TV a notícia do assassinado da atriz Sharon Tate, que estava grávida e era esposa do diretor Roman Polanski, por Charles Mason e um pequeno grupo de seguidores. Pode ser coincidência ou uma referência para o deleite de nós cinemeiros, pois os cenários e a época me recordaram na hora um dos grandes clássicos do gênero, “O Bebê de Rosemary” dirigido em 68 por Polanski.

O filme se concentra no jovem casa Mia e John, que estão esperando seu primeiro filho. Eles levam uma vida típica americana do final dos anos 60, ela, dona de casa e ele estudante de medicina, vão a igreja todo domingo e conservam amizades em sua pacata e segura vizinhança, vizinhança tão segura que o casal se sente a vontade para deixar a porta destrancada. Mia coleciona bonecas e Jhon lhe presenteia com uma rara boneca de pano com rosto de porcelana, a qual ela desejava já há algum tempo. A história realmente esquenta quando Mia observa pela janela que algo estranho está acontecendo na casa dos vizinhos e John sai para verificar, constatando que os vizinhos foram assassinados John pede para Mia chamar uma ambulância. Ao entrar na casa Mia se depara com um casal, o mesmo que atacou seus visinhos e o homem golpeia sua barriga com uma faca enquanto a mulher segura certa boneca no colo. O casal é socorrido a tempo pela polícia, o homem é morto e a mulher se tranca em um dos quartos da casa e suicida-se com a boneca no colo, o nome da mulher é Anabelle, e participava de uma seita intitulada Adoradores do Carneiro. Estes são os primeiros dos 98 minutos deste filme de terror que tem bons momentos de tensão e rende ótimos sustos para quem gosta do gênero.

O diretor John Leonetti escolheu bem o casal de protagonistas Anabelle Walls, isso mesmo o nome da interprete de Mia é Anabelle mesmo, e Ward Horton como John, eles realmente conseguem passar por um casal recém casado do início dos anos 70, as seqüencias de suspense e os efeitos sonoros garantem bons sustos e algumas cenas chegam a imergir o expectador para dentro estória. Os efeitos visuais são competentes e conseguem dar a acurácea visual necessária para a película. Anabelle é um filme que merece se assistido por quem gosta do gênero, com um ritmo inferior a “Invocação do Mal”, mas que garante belos sustos e com uma boa estória como pano de fundo.


terça-feira, 7 de outubro de 2014

O Protetor

Cinemeiros, nesse fim de semana fui ao cinema curtir esse filme chamado “O Protetor”, uma parceria do diretor Antoine Fuqua com o ator Denzel Washington, digo parceria pois os dois já trabalharam em “Dia de Treinamento”, filme responsável pelo Oscar de Melhor ator de Denzel. Fuqua dirigiu, além de “Dia de Treinamento” em 2001, no ano passado o filme “invasão à Casa Branca” com Gerard Butler e Morgan Freeman, em 2007 “O Atirador” com Mark Wahlberg e Danny Glover, em 2004 “Rei Arthur” e em 2003 “Lágrimas do Sol” com Bruce Willys e Mônica Bellucci. Já Washington é um ator consagrado, premiado com Óscares (Melhor ator e Melhor ator coadjuvante com “Tempo de Glória” em 1989), Globos de Ouro (Melhor ator Drama com “Hurricane – o Furacão” de 1999, Melhor ator coadjuvante de cinema com “Tempo de Glória” de 1989), Bafta (Pelo conjunto da obra em 2007) e Ursos de Prata (Melhor ator com “Malcolm X” em 1993 e com “Hurricane – O Furacão” de 1999).
O filme “O Protetor” foi inspirado numa série americana “The Equalizer” (título original do filme), que traduzindo ao pé da letra seria “O equalizador” ou melhor “o resolvedor de problemas” imaginemos, já deu para sacar a linha do filme. Em “The equalize” a série, que foi ao ar de 18 de setembro de 1985 até 24 de agosto de 1989, dividiu-se em quatro temporadas com 22 episódios cada, exibidos pela rede CBS nos Estados Unidos. Na série Robert McCall é um homem misterioso que colocava anuncio em jornais como “Solucionador de Problemas” com número de telefone para que as pessoas necessitadas financeiramente pudessem entrar em contato, a pessoa comunicava o problema e Robert resolvia (investigava ou protegia), e o melhor de tudo, sem cobrar nada. Robert recebia a ajuda de um grupo de ex-colegas da CIA, que apareciam à noite e juntos eles saiam pelas ruas da cidade combatendo o crime, no entanto Robert (na série) enfrentava sérios problemas na família, principalmente com os filhos, que moravam com a mãe. Ele era divorciado. Chamava a atenção na série, além das habilidades de Robert McCall as armas que ele usava e a trilha sonora da série.
Denzel Washington é Robert McCall, uma pessoa pacata que tem vida simples, com seu emprego comum, e o hábito de ler livros que de certa forma divulgam sua personalidade ou a esconde (o filme não deixou claro). É percebido logo nas primeiras cenas, que McCall tem uma espécie de “tic”, ele sempre deixa as coisas postas no seu devido lugar, os objetos não ficam aleatoriamente em algum ponto, ele os deixa em locais significativos, para ele. É notável isso, nas cenas do bar e no seu apartamento. McCall parece ser mais um na multidão, até que percebe coisas erradas acontecendo com sua “amiga de bar” Teri, que demonstra interesse pelos gostos do “homem simples”, fazendo com que ele passe a se importar de certa forma e observe o estilo de vida da agora até então ignorado por ele. Numa dessas noites no bar, Teri apareceu com um lado do rosto marcado por violência, mas poderia ter sido um acidente doméstico, coisas assim são comuns de acontecer, porém após uma longa e divertida conversa com a amiga, McCall a acompanha até sua casa, no caminho eles são interceptados por um carro estranho com pessoas estranhas que levam Teri e deixam McCall só. Até aí, parecia que haveria algum envolvimento do personagem de Denzel Washington com a jovem prostituta (é não mencionei, mas essa era a profissão da jovem). Nas noites seguintes, McCall não teve mais a companhia da amiga, até que soube que ela estava internada na UTI de um hospital da cidade, daí por diante o filme literalmente começa.
A partir daí, McCall que acabou descobrindo o motivo da surra que a moça levou e tomado por um desejo de vingança e justiça, resolve procurar os “patrões”, levado por informações de uma cólera de Teri, que conversou com McCall no hospital, sem saber essa conversa custaria caro à moça. McCall mostra seu talento, quando faz uma proposta ao chefe da moça e este muda os termos, percebendo que a barra era pesada, McCall analisa friamente tudo o que há na sala, os movimentos, os objetos, as possibilidades, enfim, tudo que poderia ajudar ou prejudica-lo numa luta foi analisado, após isso o “homem pacato” saciou seu desejo de vingança e justiça matando todos os barras pesadas presentes na sala, de uma forma que a cúpula maior da organização achou que fosse uma gangue rival ou até as forças armadas que houvera passado por ali.
Lógico que a coisa foi ficando feia para McCall, mas nesse meio tempo, o filme apresentou algumas situações que lembraram a série, como: a mãe de um amigo hispânico seu que fora assaltada e teve sua loja queimada, depois descobriu que policiais corruptos tinham sido o autor do ato criminoso, McCall vai atrás e dar uma surra nos dois, ordenando que eles devolvessem o dinheiro, e a cena bem de série dos anos 80 acontece, no dia seguinte os dois policiais aparecem na loja da mãe do rapaz e devolvem o dinheiro que havia sido extorquido. Outro momento foi num assalto onde McCall trabalha, o assaltante conseguiu levar o dinheiro, pois na análise do protagonista não havia condição de impedir sem pôr em risco a vida de algum inocente, coisas bem Batman. Aliás, na cena dos policiais corruptos, a ação de McCall lembrou muito a do Homem-Morcego, além claro da primeira cena de ação, em que ele usa saca rolhas para matar um dos criminosos, lembrando muito outro herói, McGiver (McGiver não matava eu sei, mas o fato de usar objetos simples e transformar em armas perigosas foi o que lembrou o herói de “Profissão Perigo”).
A organização a qual McCall se meteu tem origem russa, e o filme faz questão de deixar claro que matar e fazer sofrer é a especialidade deles, como se já não bastasse a crueldade com que os chefões espancavam as garotas, ainda o filme mostra uma violenta conversa do enviado de Moscou com os irlandeses, o cara só não matou o chefe dos irlandeses por que ele queria apenas deixar um aviso. Esse aviso foi entendido por que assistia ao filme, violência maior viria por aí, aliás a primeira cena de confronto, em que McCall mata membros da organização russa, é muito violenta. McCall passa a ser perseguido pela organização e aos poucos ficamos sabendo informações sobre a vida do personagem de Denzel Washington, que ele é um ex-agente da Cia, que sua mulher morreu e que ele forjou a própria morte, isso ficou claro na conversa de McCall e sua ex-chefe, que numa espécie de “M”, simbolicamente, dá a ordem para McCall acabar com toda organização Russa e se der tempo com todos os russos do universo. Isso quase aconteceu.
A violência, os detalhes e a trilha sonora são pontos que merecem destaque nesse filme. Sobre a violência já destaquei a primeira cena de embate do protagonista com os cafetões, mas há outras cenas que merecem destaque também, não só pela violência, mas também pela crueldade excessiva. O fato da câmera congelar mostrando possíveis objetos que ajudarão McCall a vencer os oponentes e o fato dele cronometrar suas ações também chama atenção, mas nem sempre ele tirará o tempo, como na cena final por exemplo. A trilha sonora também é uma das melhores, eles fizeram a coisa muito bem feita, principalmente quando McCall aparece do nada, ou nos sons de tiros e explosões, sons de carro de gritos, tudo muito bem definido além dos momentos de tensão e de calmaria, isso com certeza ajudou muito o filme.
Em alguns momentos o filme faz questão de deixar claro que não é só o que está visível, que não se trata apenas de vingar uns tapas que uma amiga levou do cafetão, mas que o sentimento que move Robert McCall é muito maior, que para ele, lutar contra injustiças não é coisa que o incomode, assim como na série dos anos 80, em que o personagem saía pela noite com um grupo misterioso combatendo o crime, neste filme McCall não tem ajuda de grupo algum, mas de pessoas que ele ajudou e que estavam sofrendo injustiças. Muitas questões ficaram no ar, quem é? De onde vem? O que já fez? Por que não tem filhos? Ou tem filhos? Qual a profissão? Coisas simples mas que o filme não responde, no entanto deixam clara a vontade de responder todas essas questões, fazendo com que o cinemeiro deixe a sala de cinema com aquela quase certeza de que uma continuação virá, caso isso não aconteça a culpa será da desídia dos produtores, afinal história tem muito para isso.

Elenco: Denzel Washington
             Chloë Grace Moretz
             Marton Csokas
             Melissa Leo

Direção: Antoine Fuqua



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quinta-feira, 2 de outubro de 2014

Isolados



Caros Cinemeiros, nosso blog tem a feliz tendência de valorizar o cinema nacional e afirmo, sem medo de ser criticado, que nos últimos anos  nosso cinema tem produzido um material excelente, principalmente no que se refere a comédia e filmes de ação, mas confesso que eu estava sentindo falta de um bom suspense, um filme de terror fora da linha do cultuado Zé do Caixão, aquele filme que te faz arrepiar os pêlos da nuca e que você recomenda aos amigos alertando da qualidade dos sustos e da tenção imposta. Bom, ainda não é desta vez que vou laurear um nacional neste gênero, mas acredito que estamos no caminho e só pela iniciativa de explorar o gênero o filme estrelado por Bruno Gagliasso e Regiane Alves, merece ser visto e comentado.

A história, dirigida por Thomas Portela, passa-se na região serrana do Rio de Janeiro, onde Lauro, um psiquiatra, leva sua namorada e paciente Renata, portadora da síndrome de Cotard, que a faz pensar que está morta, para um isolamento em uma casa rústica onde ele espera tratar do mal de sua companheira. Tudo ia bem até o casal ser atacado na floresta por maníacos que tem como objetivo eliminar o casal. Durante o ataque Renata fere a perna e o casal é obrigado a voltar para a isolada casa, onde se trancam e passam a maior parte da história na penumbra, cochichando e temendo uma provável invasão pelos seus perseguidores, participando de uma verdadeira jornada psicodélica, angustiante e, de certa forma, introspectiva.

O filme é baseado em uma boa ideia, que não foi tão bem desenvolvida durante sua narração, em alguns momentos chega a ser cansativo acompanhar a estória, falta ritmo à película que as vezes se perde tentando criar emparia entre os personagens e o espectador, é como se o diretor testasse várias formulas consagradas de fazer suspense no cinema, sem se decidir em qual imergir. Por esse motivo continuo minha espera por um bom filme nacional do gênero, não foi desta vez.


terça-feira, 30 de setembro de 2014

Maze Runner

Olá, cinemeiros! Hoje comentarei a respeito de Maze Runner, filme em cartaz que gerou muita expectativa, afinal é mais um daqueles filmes baseados em livro ao estilo Crepúsculo, Harry Porter, Jogos Vorazes e por aí vai. Além disso, as campanhas de marqueting feitas em cima de seu lançamento foram tantas que despertaram no mínimo curiosidade àqueles que não foram comprar o livro, pois aos que correram às livrarias, a sensação era de confirmar se a tela seria fiel ou próxima de ser fiel ao livro. Lembrando que Maze Runner é o primeiro livro de uma série de 5 volumes: Correr ou Morrer de 2009, Prova de fogo de 2010, A cura mortal de 2011, Ordem de extermínio de 2012 e Maze Runner: arquivos de 2013, todos escritos por James Dashner, que se especializou nessas séries de livros, pois além de “The Maze Runner”, ele iniciou com The Jimmy Fincher saga com 4 livros, The 13th reality com 4 livros, The infinity Ring com 2 livros e A Doutrina da Morte com 2 livros até agora.
Thomas chega no box à Clareira sem se lembrar de onde vem e de sua identidade, apenas a surpresa de estar num lugar desconhecido, cercado por pessoas estranhas, que provavelmente também não soubessem onde estavam. Assim que foi se acalmando, Thomas foi levado por Alby (líder da Clareira) para conhecer o ambiente, assim Alby explicou que a reação e o sentimento do novo membro, com relação à situação, era normal, pois todos ali chegaram da mesma forma. Assim, Thomas conheceu a Clareira aprendendo que ela era dividida em quatro áreas: Deadheads, o cemitério. Blood House, onde os animais se reproduzem e onde eles são abatidos. Homestead, onde fica o banheiro e os dormitórios. Gardens, onde fica as plantações e de onde tiram a água. Aprendeu também que, todas as manhãs, as portas de pedra do labirinto de abrem e todo o fim de dia elas se fecham, também aprendeu que ninguém nunca resistiu a uma noite dentro do labirinto, por dois motivos: o primeiro por que o labirinto muda sempre de posição e o segundo motivo é por causa dos Verdugos, animais cruéis prontos para devorarem quem estiver pela frente. Mas, o que chamou a atenção foi que a cada trinta dias o elevador (chamado de box) traz um membro novo, mas após Thomas o próximo que chegou foi uma garota com um bilhete dizendo que ela seria a última.
O labirinto é um lugar sombrio que esconde daquele lugar a saída para os clareanos (nome dado aos garotos “residentes” na Clareira), mas é necessário entender como ele muda e qual a sequência. Segundo o filme, os corredores (Maze Runner), pessoas escolhidas para percorrer, mapeando, o labirinto desde a abertura da porta de pedra pela manhã até o seu fechamento à noite, são os que poderão encontrar a saída, mas algumas pessoas do grupo, por medo ou covardia, entendem que nunca irão sair. Fora isso ainda há os Verdugos, que costumam sair de suas tocas para “caçar”, dentro do labirinto, assim que as portas de pedra do labirinto se fecham. Segundo Alby, a saída é através do labirinto, mas há três anos os corredores tentaram em vão conseguir encontrar alguma saída, até a chagada de Thomas à Clareira.
Levando em consideração a história mostrada no filme e sabendo que o livro inspirador é apenas um dos cinco volumes da série, vejo que Maze Runner cumpriu seu papel, misturou momentos tensos com emoção, fazendo com que no fim o cinemeiro quisesse saber o que viria após a subida das letrinhas na tela. Sem sombra de dúvida, comparado com os modinhas do gênero, como: Jogos Vorazes, Divergente, Harry Porter e outros perebinhas cinematográficos, Maze Runner não se curva à mesmice e não aceita o destino que os outros tiveram, pelo contrário, sai da rotina e cria sua própria identidade ao plantar na mente do cinemeiro a incerteza quanto à realidade que foi encontrada por eles (os personagens), afinal, será mesmo a realidade ou será mais um teste?
O próximo livro da série a ser adaptado ao cinema, provavelmente, será Prova de Fogo (2010), onde os clareanos, que saíram do labirinto e agora esperam chegar em casa e viverem felizes para sempre, descobrem que a batalha está só na fase 2. Não sei se você já assistiu ao filme ou leu os livros, mas no livro 2, os clareanos descobrirão o motivo pelo qual eles são importantes para a cura do vírus mencionado no filme e também que há outro grupo de garotos perdidos. Outra coisa que descobri é que o autor adora matar personagens, incluindo aqueles que você jura que não podem morrer, ele também gosta de incluir novos personagens, e com segredos fundamentais para ajudar a encontrar as respostas.
Ficarei por aqui.

Elenco:
Dylan O'Brien como Thomas
Thomas Sangster como Newt
Kaya Scodelario como Teresa
Will Poulter como Gally
Ki Hong Lee como Minho
Blake Cooper como Chuck
Aml Ameen como Alby
Alexander Flores como Winston
Jacob Latimore como Jeff
Chris Sheffield como Ben
Randall D. Cunningham como Clint
Joe Adler como Zart

Patricia Clarkson como Chancellor Ava Paige
Diretor: Wes Ball



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quarta-feira, 24 de setembro de 2014

O Doador de Memórias.

Olá, cinemeiros! Hoje estou fazendo o comentário sobre mais um filme adolescente, que por pouco não foi um fiasco completo, graças a um detalhe que no decorrer do texto contarei a vocês. O filme é o Doador de Memórias, que fui assistir com muita curiosidade, achando que fosse um filme futurista, ficção científica e tals, até que foi, contudo deixou algumas, ou muitas, coisas a desejar.
Esse filme foi baseado no livro "O Doador" de Lois Lowry, fazendo parte de uma sequência com mais três livros: Gathering Blue, Messeger e Som, além de o Doador, cada livro desse tem um personagem principal diferente, o primeiro livro da série é "o Doador" que vendeu mais de 10 milhões de cópias, será mais um Crepúsculo, Jogos Vorazes, Herry Porter...enfim.
No filme, assim como no livro, "o personagem principal é Jonas, que tem dois amigos: Fiona e Asher. Os três vivem em uma comunidade cheia de regras e essas regras fazem com que o mundo que eles conhecem se torne aparentemente perfeito. Nesse mundo, não existe sentimento, assim não exite amor, carinho, admiração, raiva, entre outros, tudo graças a várias injeções que eles se aplicam durante o dia.
Dentre essas regras estão: não mentir, não fazer perguntas pessoais ou embaraçosas, contar o sonho durante a reunião à noite (janta), ter precisão nas palavras, perdoar as pessoas. Inclusive, tem também os rituais de respostas, como por exemplo, se alguém pedir desculpas tem que dizer "aceito sua desculpa fulano" ou depois que se conta o sonho, quem ta ouvindo tem que dizer "obrigado pelo seu sonho sicrano". 
A população é dividida por categorias através das suas idades, ao todo são doze - pessoas com um ano, categoria Um; pessoas com dois anos, categoria Dois - e assim sucessivamente. Pessoas com menos de um ano são chamadas de "crianças-novas"; após os doze anos, se tornam adultos e após adultos, se tornam idosos e vão viver na Casa dos Idosos. Todos os anos, durante dois dias são realizadas as Cerimônias, onde a pessoa que é Um, passa a ser Dois, que no ano seguinte passa a ser Três e assim se segue... A cada etapa, algo vai mudando, por exemplo: nessa comunidade, as pessoas andam de bicicleta, porém, só recebem a sua bicicleta quando se tornam um Nove.
Quando são crianças, fazem "estágios" em determinada área de sua preferência, e tudo o que a pessoa faz os Anciãos ficam de olho, pois quando se torna um Doze, a Anciã-chefe diz qual é a sua Atribuição e assim será onde trabalhará até se tornar um idoso, essa parte lembrou muito o filme Divergente, lembrou muito não, num certo momento achei que os filmes se cruzavam.
As famílias são chamadas de Unidade Familiar, onde são constituídas por quatro pessoas: pai, mãe, um filho e uma filha. Os pais não são os pais biológicos. O pai e a mãe ficam juntos por questões de afinidade e personalidade já que não existe sentimento entre eles". 
Lendo os parágrafos acima até parece que o filme ou é muito bom ou é chato demais. É isso mesmo, tendo tudo para ser um filmaço os roteiristas pecaram em deixar os personagens centrais dispersos na história, onde tudo girou de uma hora para outra na intenção de salvar uma pequena criança e de despertar algum sentimento em Fiona. O que não deixou o filme cair em desgraça foram as participações de Jeff Bridges, Meryl Streep e Katie Holmes, caso contrário O doador de Memórias seria mais um Divergente ou Jogos Vorazes, filmes sem novidades, apenas imitação um do outro.
O filme rumou para o precipício e nos seus minutos finais, talvez no desespero, os roteiristas resolveram acelerar o filme para que criasse vontade de vê-lo por mais 30 minutos e então eles terminariam, ledo engano. Aceleraram o filme, mas na hora em que terminou, eu tinha plena certeza de que ele havia de fato acabado, mesmo deixando cenas sem explicações, o que não precisam ser explicadas, afinal não despertaram curiosidade alguma. Terminou muito tarde e sem aquele desejo desesperador, como nos filmes O Senhor dos Anéis I e II, de saber como será a continuação daqui a um ano, por exemplo.
Assim, o Doador de Memórias serve para assistir caso você não tenha nada mais para fazer, contudo se o fizer não esqueça de deixar seu cérebro se divertindo em algum lugar, do contrário ele vai ficar zangado com você. Ainda sim vale a pena conferir, nas condições em que expliquei.
Um filme de: Phillip Noyce, com: Brenton Thwaites, Alexander Skarsgård, Taylor Swift, Meryl Streep, Katie Holmes, Cameron Monaghan, Jeff Bridges.





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segunda-feira, 15 de setembro de 2014

Hércules

Olá, cinemeiros! hoje faremos o comentário a respeito de um filme esperado, não pelo fato de haver algum detalhe revelador de alguma coisa, ou de ser uma história pouco contada no cinema, ao contrário, mas sim pelo fato do ator principal ter declarado que esse é o personagem da vida dele. Estou falando de Dwayne Johnson e do filme Hércules.
Hércules é filho de Zeus e da mortal Alcmena. Quando Hércules nasceu, Zeus queria torná-lo imortal para isso pediu que levassem a criança para junto de Hera, sem que ela soubesse, e assim que ela caísse no sono o garoto poderia mamar tranquilo, O garoto mamou com tanta força que mesmo após terminar o serviço, o leite continuou a jorrar formando na terra a Flor-de Liz e no céu a Via Láctea.
Quando cresceu, Hércules se destacou pela sua enorme força e coragem, a sua primeira realização foi matar um enorme leão que estava acabando com o rebanho de Anfitrião e de Téspio numa região chamada Citéron, aí começa a "lenda", falaram que a caçada ao leão durou cinquenta dias e nesse período Hércules ficou hospedado na casa ou aldeia de Téspio (prepare-se). Téspio, muito sacana, durante esse período fez com quem suas cinquenta filhas ficassem uma a cada noite com o nosso herói.
Após a caçada vitoriosa, Hércules voltou a Tebas livrando essa cidade dos Minos (é uma outra história que outro dia eu conto), por isso o Rei Creonte ofereceu sua filha mais velha, Mégara, ao Hércules. Eles tiveram filhos. Num dia Hércules ficou louco, por causa de Hera, e matou seus filhos dessa união, quando o efeito da cachaça passou ele foi até a casa do Oráculo que o indicou o rei Euristeu, primo do Hércules. Como Euristeu era fã de Hera pôs Hércules para fazer 12 trabalhos que nenhum feladapota conseguiu fazer até aqui, ou melhor, até aquele momento, os famosos 12 trabalhos de Hércules....e é após isso que o filme começa.
O filme foi baseado nas HQs que foram lançadas em duas séries The Thracian War (AS Guerras da Trácia) e The Knives of Kush (As facas de Kush) da Radical Comics, escritas por Steve Moore, dos HQs só posso vir até aqui, o restante é no filme.
Brett Ratner, diretor do filme, conta numa revista americana que jamais imaginou Dwayne no papel principal do filme, mas quando The Rock soube da produção, logo foi procurar o diretor e praticamente implorou pelo papel afirmando que havia nascido para ser Hércules, então Ratner não teve muito como resistir, afinal um cara de 1,93 de altura, ex-lutador e forte pracacildis, pedindo algo assim, o papel é dele.
O filme mostrou Hércules já consagrado como filho de Zeus, temido por todo o mundo conhecido e acompanhado por um grupo de mercenários que o acompanhavam nas batalhas, agora guiadas pelo ouro de quem estivesse disposto pagar, o filho de Zeus tinha seu preço e quem tivesse interesse em vencer uma guerra ou tivesse problemas com suas fronteiras era só entrar em contato que o semi-deus iria resolver toda essa parada. E foi assim que o rei da Trácia resolve contratá-l, juntamente com seus companheiros, para treinar seu exército, fazendo-o sanguinário e invencível.
No entanto o filme mostra um Hércules atormentado pelo passado, humano, com trauma, onde ele descobre que não terminou seus "trabalhos", mas Hércules é um homem bom, pelo menos para os seus companheiros, que compartilham de boas lembranças com o filho de Zeus, que ajudou a todos eles dando um significado para viver. Hércules não só mostra o mito como também o desmistifica em muitos de seus feitos, o humor apresentado pelos personagens em algumas passagens tira a tensão do filme, o que de certa forma representou um risco, contudo os outros personagens que acompanham o herói receberam a dose certa de importância, sem destaque exagerado e com um "coadjuvantismo" justificado, afinal o protagonista era o Hércules. e mesmo quando o filme pareceu estar indo para o abismo do tédio, o roteiro soube ajudar e impulsionar a história fazendo com que novas emoções fossem acrescentadas sem que o público perdesse de vista o motivo de existir do filme, o mito Hércules.
Nos créditos a arte mostra como a equipe de Hércules o ajudou nos 12 trabalhos mitológicos, e durante o filme, percebemos que nessa época (segundo a história contada no filme) Hércules contou com a ajuda de um marqueteiro que botou brilho nos olhos dos contratantes de seus serviços e pavor no coração dos inimigos.
Assim foi Hércules, um filme que vale a pena ser conferido.



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