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terça-feira, 4 de novembro de 2014

Sin City - A Dama Fatal




É noite, sei que é noite porque só consigo identificar, das penumbras onde encontro consolo em uma garrafa de bebida, as grandes “línguas" negras formada pelo choque da luz pálida da lua com os antigos prédios da cidade, uma quadra a minha frente vejo um mendigo em chamas e escuto as súplicas de um outro tentando evitar o mesmo destino. Me aproximo e vejo quatro garotos, provavelmente da faculdade, ensopando o pobre coitado com um liquido inflamável, eles vieram brincar no meu território, eles não sabem com quem estão brincando… Esta é a livre narração do pensamento do personagem Mark, e descreve os primeiros minutos de A Dama Fatal, um filme que recomendo para todo cinemeiro que alem de filmes gosta de revistas em quadrinho.

O filme é uma sequencia sem flashback’s de Sin City - A cidade do pecado (2005), e por não ter flashback’s pode confundir o cinéfilo que não assistiu ao primeiro longa, que também recomendo. Esta continuação segue a fórmula da primeira película, com três estórias independentes se intercalando durante a projeção, todas se passam na “cidade do pecado”, uma sociedade extremamente violenta, com políticos e polícia corrupta, e com uma área, chamada cidade baixa, onde as prostitutas são a lei e a polícia não se atreve a entrar, sendo um “santuário" para os fora da lei que conseguem refúgio com as garotas.

O filme é baseado em HQ homônima, criada por Frank Miller (Robocop 2, que também foi baseado em uma HQ) e, das três histórias que compõem a trama, duas são inéditas e a que dá nome ao filme já é conhecida dos fãs dos quadrinhos.

Senhor@s, assisti ao filme depois de reler a HQ, e posso afirmar que não decepciona, somos mais uma vez transportados às ruas deprimentes da cidade do pecado, entramos na cabeça de seus personagens e nossas retinas são mais uma vez acariciadas pela alta qualidade das filmagem 100% digital, que nos agraciam com efeitos de sobreposição do preto e branco com o colorido, Miller não perdeu a mão nas histórias adicionais que, mesmo sendo independentes, acabam amalgamadas. O único demérito que infelizmente encontrei, foi o fato do filme necessitar que o expectador tenha assistido seu anterior para conseguir realmente compreender a história e a motivação de vários personagens, o que não é nenhum sacrifício para os fãs, mas decepciona o cinemeiro curioso que terá o primeiro contato com os personagens de Miller.


FICHA TÉCNICA   
Título: Sin City - A Dama Fatal
Direção:

Frank Miller / Roberto Rodrigues

Roteiro: Frank Miller / Roberto Rodrigues / William Monahan
Elenco:

Eva Green / Jessica Alba / Josh Brolin / Ray Liotta / Bruce Willis / Mickey Rourke.

Avaliação:
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segunda-feira, 13 de outubro de 2014

Anabelle



Spin-off originado do ótimo “Invocação do Mal” de 2013, Anabelle conta a origem da boneca que contem um segredo demoníaco que acaba obsediando todos a sua volta com o principal intuído de sorver suas almas imortais.

O que mais me chamou atenção foi a ambientação da história nos final dos anos 60 para início dos 70, a maior referência disso é a cena em que um casal está vendo na TV a notícia do assassinado da atriz Sharon Tate, que estava grávida e era esposa do diretor Roman Polanski, por Charles Mason e um pequeno grupo de seguidores. Pode ser coincidência ou uma referência para o deleite de nós cinemeiros, pois os cenários e a época me recordaram na hora um dos grandes clássicos do gênero, “O Bebê de Rosemary” dirigido em 68 por Polanski.

O filme se concentra no jovem casa Mia e John, que estão esperando seu primeiro filho. Eles levam uma vida típica americana do final dos anos 60, ela, dona de casa e ele estudante de medicina, vão a igreja todo domingo e conservam amizades em sua pacata e segura vizinhança, vizinhança tão segura que o casal se sente a vontade para deixar a porta destrancada. Mia coleciona bonecas e Jhon lhe presenteia com uma rara boneca de pano com rosto de porcelana, a qual ela desejava já há algum tempo. A história realmente esquenta quando Mia observa pela janela que algo estranho está acontecendo na casa dos vizinhos e John sai para verificar, constatando que os vizinhos foram assassinados John pede para Mia chamar uma ambulância. Ao entrar na casa Mia se depara com um casal, o mesmo que atacou seus visinhos e o homem golpeia sua barriga com uma faca enquanto a mulher segura certa boneca no colo. O casal é socorrido a tempo pela polícia, o homem é morto e a mulher se tranca em um dos quartos da casa e suicida-se com a boneca no colo, o nome da mulher é Anabelle, e participava de uma seita intitulada Adoradores do Carneiro. Estes são os primeiros dos 98 minutos deste filme de terror que tem bons momentos de tensão e rende ótimos sustos para quem gosta do gênero.

O diretor John Leonetti escolheu bem o casal de protagonistas Anabelle Walls, isso mesmo o nome da interprete de Mia é Anabelle mesmo, e Ward Horton como John, eles realmente conseguem passar por um casal recém casado do início dos anos 70, as seqüencias de suspense e os efeitos sonoros garantem bons sustos e algumas cenas chegam a imergir o expectador para dentro estória. Os efeitos visuais são competentes e conseguem dar a acurácea visual necessária para a película. Anabelle é um filme que merece se assistido por quem gosta do gênero, com um ritmo inferior a “Invocação do Mal”, mas que garante belos sustos e com uma boa estória como pano de fundo.


quinta-feira, 2 de outubro de 2014

Isolados



Caros Cinemeiros, nosso blog tem a feliz tendência de valorizar o cinema nacional e afirmo, sem medo de ser criticado, que nos últimos anos  nosso cinema tem produzido um material excelente, principalmente no que se refere a comédia e filmes de ação, mas confesso que eu estava sentindo falta de um bom suspense, um filme de terror fora da linha do cultuado Zé do Caixão, aquele filme que te faz arrepiar os pêlos da nuca e que você recomenda aos amigos alertando da qualidade dos sustos e da tenção imposta. Bom, ainda não é desta vez que vou laurear um nacional neste gênero, mas acredito que estamos no caminho e só pela iniciativa de explorar o gênero o filme estrelado por Bruno Gagliasso e Regiane Alves, merece ser visto e comentado.

A história, dirigida por Thomas Portela, passa-se na região serrana do Rio de Janeiro, onde Lauro, um psiquiatra, leva sua namorada e paciente Renata, portadora da síndrome de Cotard, que a faz pensar que está morta, para um isolamento em uma casa rústica onde ele espera tratar do mal de sua companheira. Tudo ia bem até o casal ser atacado na floresta por maníacos que tem como objetivo eliminar o casal. Durante o ataque Renata fere a perna e o casal é obrigado a voltar para a isolada casa, onde se trancam e passam a maior parte da história na penumbra, cochichando e temendo uma provável invasão pelos seus perseguidores, participando de uma verdadeira jornada psicodélica, angustiante e, de certa forma, introspectiva.

O filme é baseado em uma boa ideia, que não foi tão bem desenvolvida durante sua narração, em alguns momentos chega a ser cansativo acompanhar a estória, falta ritmo à película que as vezes se perde tentando criar emparia entre os personagens e o espectador, é como se o diretor testasse várias formulas consagradas de fazer suspense no cinema, sem se decidir em qual imergir. Por esse motivo continuo minha espera por um bom filme nacional do gênero, não foi desta vez.


segunda-feira, 1 de setembro de 2014

Lucy

Ficção dirigida por Luc Besson (O quinto elemento, A Família, Busca Implacável) que narra a história de Lucy, interpretada por Scarlett Johansson (Capitão América 2, ela), uma estudante que tem o namorado assassinado pela  máfia asiática, que a “recruta”, junto de mais três homens, para levar uma droga experimental escondida em seu corpo para os Estados Unidos, França, Roma e Alemanha. A coisa esquenta quando a droga começa a vazar de seu invólucro e entra, em grande quantidade, em sua corrente sangüínea. Neste momento grande quantidade da droga começa ampliar suas capacidades cognitivas transformando-a em uma espécie de super-heroína.



Lucy descobre que seu cérebro está evoluindo de forma que ela tem acesso a bem mais de 10% de sua capacidade e recorre ao Professor Norman, interpretado por Morgan Freeman (Oblivion, Invictus) para ajuda-la a estabilizar o processo. Para isso ela chega a conclusão que deve recuperar toda a droga experimental que estão a caminho da França, Roma e Alemanha, para ajuda-la a recuperar estes volumes ela consegue convencer o policial Francês Pierre Del Rio, interpretado por Amr Waked (Contágio, Syriana), a auxilia-la a deter os portadores dos pacote de drogas.


Lucy é um filme que trata de temas complexos, como a evolução da espécie e do que o ser humano faria se tivesse a todo o potencial do seu cérebro, o espectador é agraciado com várias ótimas seqüências de ação e efeitos especiais que explodem em nossas retinas de forma agradável e empolgante até a personagem chegar a seu apogeu. Boa ficção, um reencontro de Luc Besson com o público que o consagrou em O Quinto Elemento.


segunda-feira, 25 de agosto de 2014

Deus não está morto

Amigos Cinemeiros, Deus não está morto, isso é uma verdade irrefutável, mas que dever ter tido um princípio de infarto ao assistir o filme dirigido por Harold Cronk (E Se… Você Tivesse Uma Segunda Chance?), isso deve. Assisti ao filme e fiquei decepcionado com o pobre roteiro, personagens superficiais e caricatos apresentados nessa película que não consegue explorar um assunto tão rico e polêmico.

O filme inicia quando o calouro Josh Wheaton, interpretado por Shane Harper (Boa Sorte, Charlie!) se matricula para as aulas de filosofia do professor Radisson, interpretado por Kevin Sorbo (Hércules, Andromeda), ateu convicto que costuma afirmar em suas aulas que Deus está morto.

Já no primeiro dia de aula o arrogante professor, que também é um péssimo marido, convence a turma a escrever em uma folha de papel a afirmação que Deus não existe, todos da classe assim o fazem, menos nosso herói Josh que ao negar-se a concordar com a afirmação do professor inicia uma série de debates em sala de aula, com a permissão do professor, com o intuito de provar que Deus existe.

Entre os debates sobre a existência do Criador somos apresentados a personagens secundários que tentam, sem sucesso, aumentar a carga dramática da história, assim somos apresentados a muçulmana que tem resistência familiar para converter-se ao cristianismo, o pastor que perdeu a fé, a esposa que é tratada como um objeto, a doente terminal a procura de conforto espiritual e o filho que não dá valor a sua família. Todos de alguma forma conseguem a redenção e conforto no cristianismo.


Bom gente, um filme no estilo de Deus não está morto, é aquele tipo de filme que todos entram no cinema sabendo o final, que o jovem iria ganhar o debate contra o professor ateu. Era isso que eu esperava, mas também esperava um filme com muito mais conteúdo, com verdadeiros debates sobe fé, crença, lógica e filosofia, e não um filme cheio de clichês religiosos sem maiores explicações e confrontos, o professor, nos debates, apenas resmunga e faz caretas. É dificil engolir que no meio de um discurso tão pobre, um jovem calouro consegue provar a existência do Ser supremo. Filme pobre com argumento fraco e extremamente tendencioso, que no final tenta lançar uma campanha em redes sociais. Fiquei temeroso de ler nos creditos finais agradecimentos e patrocínio de alguma destas seitas que compram espaço na televisão.


sexta-feira, 11 de julho de 2014

Transformers: A Era da Extinção


Meus amigos Cinemeiros, como fã da série Transformers desde os anos 80 e por esse motivo não podeis perder a estreia do quarto filme desta franquia. Fui um pouco curioso de saber qual o argumento utilizado para a substituição de todo elenco humano? Qual seria a passagem de tempo dos acontecimentos do filme anterior para este? Quais seriam os vilões? Em resumo, se o filme iria funcionar como os outros funcionaram.


Bom, o diretor Michael Bay (Transformers 1, 2, 3 e 4) resolveu não explicar o sumiço dos antigos personagens, apenas explica que os Autobots estão sendo perseguidos por humanos e uma nova casta de robôs caçadores de recompensas que estão exterminando nossos heróis, e que, após uma emboscada, Optimus Prime, muito avariado, se esconde em um velho cinema na forma de um caminhão antigo por alguns anos e é comprado como sucata pelo “inventor” texano Cade Yeger interpretado pelo ator Mark Wahlberg (O Grande Heroi, Ted), completa o grupo a filha de Yeger e seu namorada, esse grupo nos rede ótimas gargalhadas durante todo o filme.


Junto a tudo isso encontramos Autobots caçados, exterminados e derretidos para terem seu precioso metal utilizado por uma empresa na confecção de novas máquinas utilizando  a tecnologia Transformer. 
É interessante verificar a mudança e revolta dos Autobots com a nossa condição que tem na terra, o próprio Optimus deixa de lado o discurso de salvar a humanidade e mostra seu lado de guerreiro com sedento de vingança, o que na minha opinião apimentou mais a película.


No mais meus amigos, tem pancadaria para deixar o Godzilla encabulado, muita ação, humor e aventura do início ao fim, novos vilões são apresentados a franquia e antigos vilões ressurgem repaginados e se você, como eu, é fã dos robôs desde os anos 80, vou lhe dar um único argumento para correr aos cinemas, DINOBOTS. O filme é diversão garantida, está repaginado e as mudanças, ao meu ver, foram pra melhor. Bom filme a todos, pois são 2 horas e 46 minutos de Ação.



segunda-feira, 12 de maio de 2014

A Invenção de Hugo Cabret


Gente, já tem um tempo que ganhei a mídia em Blu-ray de um filme que, segundo quem me presenteou, merecia ser visto e revisto sempre que possível, fiquei curioso para ver o tal filme, que tinha passado desapercebido por mim quando foi exibido nos cinemas, o pior é que o filme que tinha em minhas mãos era a versão em 3D, tentei trocar por uma versão 2D mesmo mas não a encontrei, resumindo, fiquei com o filme em minhas mãos mais de um ano sem conseguir assisti-lo. Finalmente neste final de semana consegui matar a curiosidade e assistir ao tão bem mencionado filme e felizmente em 3D já que depois descobri que o diretor Martin Scorsese (O Lobo de Wall Street) fez questão de filmar toda a película com câmeras 3D, o que diferencia este filme de outros que são adaptados para o 3D no pós produção.
O filme concorreu em 11 categorias do Oscar 2012 e foi vencedor de Melhores efeitos especiais, melhor fotografia, direção de arte, mixagem de som e edição de som. Martin Scorsese ganhou o Golden Globe 2012 de melhor diretor.


Baseado no livro de Brian Selznick o filme conta a história de Hugo Cabret, interpretado por Asa Butterfield (O Menino do Pijama Listrado), um órfão que vive em uma estação de trens na Paris dos anos 30 , trabalhando com a manutenção dos relógios do lugar, que tem como motivação consertar uma espécie de robô com a esperança de, com isso, receber uma mensagem do seu falecido pai, para isso ele subtrai peças de uma loja de brinquedos localizada na estação de propriedade de Papa Georges, interpretado por Ben Kingsley (Ender's Game - O Jogo do Exterminador), onde trabalha sua sobrinha Isabella, interpretada por Chloë Grace Moretz (Kick-Ass 2), o filme da uma reviravolta quando Hugo descobre que Isabella tem a ultima peça para fazer seu autômato funcionar.


A partir deste ponto somos imersos de uma forma bela e cativante na história da sétima arte, passando pelos tempos em que o cinema era mais uma atração de circo, sua evolução, assim como a importância da mágica para a criação dos primeiros efeitos especiais. Uma jornada avassaladora pelos bastidores da indústria dos sonhos, mesclando a história dos primeiros passos do cinema com uma espécie de conto de fadas. Uma bela homenagem da indústria para a própria indústria, em um filme bem dirigido com som e arte impecáveis.


Resumindo meus amigos, é um filme que merece estar na coleção que qualquer cinemeiro, recomendo assistir em 3D, para curtir o melhor que a película pode nos oferecer, já fazia um tempo que não assistia CULT, isso mesmo, na opinião deste escriba, A Invenção de Hugo Cabret e daqueles filmes que merecem ser cultuados e disseminados entre os cinéfilos. Um filme que afirmo sem medo agradará e emocionará a todos que acompanham esse blog.



sábado, 12 de abril de 2014

Capitão América - O Soldado Invernal


Saudações amantes da Sétima Arte, hoje estou comentando o primeiro filme de 2014 que explorará o universo arquitetado pelo auto denominado, reconhecido e admirado EXCELSIOR Stan Lee, este senhor de 91 anos é quem comanda com pulso criador e inovador impar na história dos quadrinhos e agora do cinema os estúdios Marvel, que, pelas minhas contas, nos brindará este anos com nada menos que quatro filmes.



O filme inicia com Steve Rogers, interpretado por Chris Evans (Os vingadores), tentando se adaptar com as novidades do século 21 e tentando atualizar-se a tudo que perdeu enquanto estava congelado, atentem para a lista que o Capitão leva em um caderninho em seu bolso com prioridades do que deve conhecer no “novo” mundo em que vive. Entre adaptar-se a novidades como Internet  e GPS’s o Capitão auxilia a SHIELD em missões de campo junto a Viuva Negra, interpretada por Scarlett Johansson (Hitchcock) e posteriormente se une ao time o Falcão, interpretado por Anthony Mackie (Sem dor, sem ganho).



O que me chamou mais atenção no filme, foi como o vilão se caracteriza na trama, ele é bem mais abstrato e onipresente que o Caveira Vermelha, está incrustado nos alicerces da própria SHIELD e por este motivo os acontecimentos em Capitão América 2 provavelmente ecoarão em todos os futuros filmes das franquias da Marvel e em um certo seriado de uns certos agentes que não sei como ficará depois dos fatos ocorridos neste filme.
Um personagem importante do primeiro filme volta de maneira inusitada, bom, nem tão inusitada para quem acompanha quadrinhos, mas, garanto, que quem só acompanha a Marvel pelo cinema, ira se surpreender com este fato.


A ação é os efeitos estão bem trabalhados, os diretores Anthony e Joe Russo, estreiam na franquia com seqüências de luta bem elaboradas, mas ao meu ver, pecam em algumas cenas com diálogos que chegam ao enfadonho. Vale salientar as participações de Samuel L. Jackson como Nick Fury e Robert Redford como o Agente Pierce.

Resumindo, o segundo filme do Capitão merece ser visto, está muito superior ao primeiro, que, ao meu ver, como o primeiro filme do Thor, serviram apenas para divulgar o filme dos Vingadores. Vale o ingresso e a pipoca, só não gostei do 3D, o Excelsior como sempre faz sua participação especial e para os inocentes segue o conselho:






domingo, 16 de março de 2014

Frozen - Uma Aventura Congelante


Um reino distante e cheio de magia, uma família feliz com um segredo, cenários bem elaborados e gráficos de encher os olhos, acompanhados de uma trila sonora impecável e de personagens que nos leva a picos de humor e drama. Bom todo bom cinemeiro sabe que estou falando de um filme com a impecável marca dos estúdios Disney.

A estória se passa no reino de Arendel e tem como foco as irmãs Anna (Kristen Bell) e Elsa (Idina Menzel), princesas do reino que são obrigadas a afastar-se na infância por conta de um acidente envolvendo os poderes mágicos de manipular o gelo da irmã mais velha Elsa. Anna cresce em um palácio vazio com a irmã sempre trancada em seu quarto até o dia da coroação de Elsa e sua primeira aparição para as pessoas em anos, o que causa em alvoroço em Anna, os súditos e nos reinos vizinhos.


Tudo ia bem até que Elsa, não conseguindo controlar seus poderes acaba fugindo do seu palácio e liberando uma forte nevasca que acaba condenando todo o reino a um forte inverno fora de época. Cabe a Anna e seus novos amigos Kristof (Jonathan Groff), o boneco de neve que adora abraços calorosos e sonha com o verão Olaf (Josh Gad) e a rena Sven, saírem a procura de Elsa, para traze-la de volta a seu reino e acabar com o forte inverno.


A animação tem enredo impecável, com algumas surpresas e outras atitudes previsíveis para quem acompanha os trabalhos da Disney. As músicas são agradáveis e aparecem em momentos oportunos na trama, na medida certa a não tornarem-se enfadonhas.


Frozen é um filme emocionante, com personagens bem trabalhados e gráficos que enchem os olhos, é o tipo de película que você pode assistir com os filhos, a esposa, os pais ou os amigos. Recomendo para todos os amantes da sétima arte é um dos filmes que merecem estar na lista de qualquer cinéfilo.



quarta-feira, 12 de março de 2014

ROBOCOP


Um remake que não parece remake, essa foi minha maior impressão sobre o filme dirigido por José Padilha (Tropa de Elite 1 e 2), muitas das características da obra original que caracterizavam o personagem criado por Frank Miller (300, Sim City) nos anos oitenta estão ausentes, principalmente a violência que marca a transformação do personagem Alex Murph, vivido por Joel Kinnaman (A Hora da Escuridão), no tira "meio homem, meio máquina" que todos conhecemos.

Nesta "refilmagem"  o que norteia o roteiro não é a falta de controle da polícia quando a segurança ou um traficante com uma droga nova e altamente viciante, mas sim a proibição do uso de drones dentro dos Estados Unidos, em 2028, os drones substituem soldados em guerras e operações de pacificação fora do país, mas não são permitidos para proteção interna por uma lei que alega que para tal haveria necessidade do fator humano, ai surge a ideia de utilizar um cérebro humano em um corpo cibernético.

O policial Murph, vítima de um atentado e sem chances de recuperação é selecionado para o programa ROBOCOP da Ommini Corp, capitaneado pelo Dr. Norton interpretado por Gary Oldman (Os Infratores). O processo de adaptação de Murph com sua nova realidade é muito rápido, confesso que senti falta da melancolia agoniante do ROBOCOP oitentista.


Bom, mas da mesma forma que senti falta de vários fatores da obra original tenho que falar bem, e muito bem do efeitos especiais, foi muito agradável ver Robocop correndo e pulando, e pulando alto, assim como os drones que no original eram feitos em stop motion com maquetes.
Bom pra terminar, faltou um bom vilão, Michael Keaton (Batman), que interpreta Reymond Sellers, não conseguiu colocar-se como um antagonista a altura do "tira total", não tanto pelo ator, mas sim pelo roteiro. Aconselho assistir Robocop, é um bom divertimento, mas veja como um novo filme, sem referências ao filme anterior.

sexta-feira, 7 de março de 2014

300 - A Ascensão do Império


Confesso que fui ao cinema assistir a estreia deste filme com um enorme receio de presenciar a mais uma continuação que visa mais aproveitar o sucesso do seu antecessor que primar por um enredo bem elaborado. Meu principal receio seria como eles continuariam uma história que teve principio meio e fim no filme anterior, que foi adaptado da História em Quadrinhos do competente Frank Miller (Sin City, Robocop 2, 300) que se baseou na Batalha das Termópilas (480 a. C.) onde 300 espartanos enfrentam o descomunal exercito persa e consegue resistir por três dias às suas investidas.


Os eventos narrados em 300 - A Ascensão do Império, ocorrem em paralelo com a Batalha das Termópilas, só que do ponto de vista dos atenienses, que vão a guerra liderados por Themístocles, interpretado por Sullivan Stapleton (Caça aos Gângsteres), estrategista grego que consegue rechaçar as investidas pesas vindas do mar no estreito de Artemísio, mas que nota que sem uma aliança de todas as cidades estado gregas a batalha logo será perdida.

Do lado persa temos Artemisia, interpretada por Eva Green (Sombras da Noite) e o Rei "deus" Xerxes, interpretado por Rodrigo Santoro (Carandiru), ela, grega de nascimento, acolhida por persas a beira da morte, depois de ter sua família morta e ser escravizada por seus compatriotas, agora ávida por vingança no comando da esquadra inimiga e ele cego pela cólera provocada pela morte do pai na Batalha de Maratona, travada contra os atenienses.


300 - A Ascensão do Império é um filme interessante, que consegue prender a atenção do espectador durante toda a sua projeção, a direção de Noam Murro mantém o ritmo necessário às batalhas sem esquecer os diálogos com alguns toques jocosos que equilibram de forma sutil o peso das batalhas que nos são apresentadas. Foi uma boa surpresa, Recomendo o filme principalmente para os fãs de quadrinhos e, é claro, para quem assistiu e gostou de 300.
 



















quinta-feira, 6 de março de 2014

Sem Escalas




Liam Neeson (Busca Implacável, Star Wars - Episódio I) acabou incorporando o espírito do herói que corre em ritmo frenético contra o tempo, figura já tarimbada de vários filmes de ação estrelados pelo moço, que uma hora luta para salvar sua filha e família (Busca Implacável 1 e 2), em outra foge de lobos famintos (A Perseguição) e agora luta para salvar a vida de 146 passageiros em um vôo internacional de Nova York a Londres no filme dirigido por Jaume Collet-Serra (A Órfã, A Casa de Cera).


Bill Marks (Neeson) é um Agente Federal Aéreo, cargo que, ao que o filme deixa a entender, foi criado após o 11 de setembro, e tem como função zelar pela segurança da aeronave e seus passageiros durante o vôo, tudo estava tranquilo no início do vôo até que Bill começa a receber mensagens no seu celular com a ameaça que se não for depositado em determinada conta o valor de 150 milhões de dólares um passageiro morrerá a casa vinte minutos, a princípio ele acredita ser um trote mas como as mensagens estão chegando ao seu telefone por aplicativo que utiliza uma rede federal ele resolve averiguar as ameaças e a paranóia começa quando o primeiro passageiro é morto ao final dos primeiros vinte minutos



O filme tenta manter o ritmo e o suspense necessário para chamar a atenção do espectador em uma película que tem apenas um cenário mas fracassa em instigar nossa curiosidade, o diretor optou por colocar abordo do avião personagens já batidos neste tipo de trama, como o muçulmano, principal suspeito, o valentão, o negro cômico e a loira oferecida, personagens caricatos demais e desnecessários para a trama.

Sem escala é um daqueles filmes que a gente assiste com a sensação que o viu antes, pois a trama segue a velha formula tão conhecida do herói com problemas pessoais que é capaz de dar a vida pelo seu dever, mesmo que pra isso ele tenha que matar metade do elenco.