quarta-feira, 5 de março de 2014

2 em 1: Um Homem chamado Cavalo e A vingança de um Homem chamado cavalo


Olá cinemeiros de todo o Brasil, passada a euforia do Oscar, voltamos com a nossa “programação normal”. E, como o nosso blog sempre valoriza os leitores, abrimos espaço para que vocês mesmos possam comentar algum filme que assistiram e gostaram. A postagem a seguir é do nobre amigo Waldemar Dantas da Costa, também conhecido como professor Dantas, que veio contribuir com o blog comentando de uma só vez sobre dois filmes que, como bom cinemeiro, vale a pena assistir. Confiram

Um homem chamado cavalo é um filmaço americano de 1970, dirigido por Elliot Silverstein, estrelado por Richard Harris (lembram do Inglês Bob, de Os Imperdoáveis?, é o próprio do gênero western. O roteiro foi baseado no conto A Man Called Horse, do livro Indian Country, de Dorothy M. Johnson. Por volta de 1821, John Morgan (Richard Harris), um aristocrata britânico que, enquanto fazia  uma expedição de caça no território de Dakota, é capturado por guerreiros da tribo dos Mãos Amarelas, da nação Sioux (Sioux no filme, no livro é Crow) enquanto se banhava, sem saber que seus companheiros já haviam sido mortos.
John, que estava nu e laçado pelo pescoço, é chamado de Wankatankan (ou algo parecido), cavalo, na língua dos índios, e é tratado como tal. Na aldeia já havia um outro homem branco capturado há mais tempo, um francês chamado Batise (que de tanto ter tentado fugir teve os tendões de trás do joelho direito cortados), o qual torna-se seu amigo e tradutor. John foi “dado” a uma velha índia que teve seu filho morto durante o ataque à expedição e, como seu nome era cavalo, foi tratado e usado como um pelas crianças da tribo em sua primeira noite. John foi colocado para ajudar as mulheres em seus afazeres domésticos, até que durante a invasão do território dos Mãos Amarelas por dois índios inimigos, assustando as mulheres que trabalhavam coletando frutas, ele mata os dois “inimigos” e os escalpela, assim ganhando o respeito da tribo, bem como entendendo seu modo de vida.
Porém, ao se apaixonar pela irmã do chefe e seu captor (Corina Tsopei, uma gata) chamada de Cervo Corredor, descobre que, para tê-la, teria que passar pela dolorosa provação e teste de coragem do guerreiro Mão Amarela. É aprovado. Este é um daqueles filmes que não pode faltar na coleção de nenhum cinéfilo. Preza pelo realismo e os “desexageros” (existe isso?), que sempre aparecem nos filmes desse estilo. Querem saber o final? Assistam. É um ótimo filme
 



A Vingança De Um Homem Chamado Cavalo (1976), é a sequência de Um Homem Chamado Cavalo (1970), só que este filme é dirigido por Irwin Kershner, novamente estrelado por Richard Harris. Teve locações em Dakota do Sul, Inglaterra e México. Por volta de 1840, John Morgan já estava de volta à Inglaterra e à sua entediante vida aristocrática. Sentia falta da vida e dos valores de sua tribo adotiva. A tribo dos Mãos Amarelas havia sido quase dizimada e expulsa de suas terras por uma tribo inimiga ajudada por brancos irritados com os índios, que diziam estragavam suas armadilhas de caça. Estes eram apoiados, de modo oficial, pela construção de um forte nas redondezas. Pensando em passar um ano entre seus irmãos índios, Morgan chega à América e, ao saber da situação dos Mãos Amarelas, irrita-se e revolta-se, instigando-os a contra-atacar e retomar suas terras.
Os índios, porém, abalados com sua atual situação e fragilização, resolvem fazer John e outros jovens guerreiros passarem pelo ritual de purificação, para fazê-los lembrar de quem são. Como no filme anterior, John usa seus conhecimentos militares britânicos para ajudar os índios em mais essa luta. De acordo com os créditos finais no filme, John Morgan permaneceu com a tribo dos Mãos Amarelas até sua morte, em 1854. Sequência muito bem feita, dando coerência e dinamismo à duologia A Man Called Horse. Em 1983 foi lançado outra sequência, The Triumphs Of A Man Called Horse, mas esse fica para a próxima.



Obrigado pela participação professor e se você quiser contribuir com o blog e ser um “cinemeiro honorário”, envie a resenha do filme que você gostou para eph.geo@gmail.com. Não deixe de curtir a nossa fanpage acessando o link https://www.facebook.com/pages/Cinemeirosnews/197532537004823?ref=hl e encontrar outras novidades por lá também ok.                                      

segunda-feira, 3 de março de 2014

Trapaça - Um Elenco maravilha e só.

Acho um contra senso ver esse filme ao lado de "O Lobo de Wall Street", na premiação do OSCAR, afinal o primeiro poderia ser interpretado como uma grande homenagem ao cinema de Martin Scorsese. A obra busca um retrato de época num período cheio de estilo exagerado provavelmente com propósito de ser e segue a linhagem de filmes como “Cassino” e “Os Bons Companheiros”, onde ninguém é bonzinho. O elenco é maravilhoso, a trilha sonora é chocante com clássicos do rock, tem uma narrativa “off” bem interessante. E traz uma participação especial de Robert De Niro.

   Ainda assim o filme consegue ser horrível. Ele começa no bom estilo “meio” para depois explicar com o início e fechar com o fim. Bem! Depois de dez minutos de filme você sente que não há ritmo, nem roteiro, nem intriga. Quando o filme chega na metade você tem certeza de que não quer ver o restante. Quando Robert De Niro faz sua participação especial, o filme se ergue e você tem saudades de “O Poderoso chefão II” e as intrigas entre cassinos e máfia. Porém é apenas um “suspiro antes da morte” o filme volta a perder o ritmo e a dar um sentimento de “agora-vai”. Finalmente acaba e você se pergunta: “Acabou"?


   É preciso reconhecer que os atores fazem de tudo para salvar o filme, contudo apenas fica no “cansaço” e desespero, como um “hino Nacional” estrangeiro que nunca acaba.


RSCalvino

domingo, 2 de março de 2014

Philomena

Cinemeirosnews de volta para comentar sobre mais um indicado ao Oscar 2014, que acontecerá nesta noite às 20 horas ao vivo de Los Angeles nos Estados Unidos, mas que você poderá acompanhar tudo pela nossa fan page que dará um jeito de levar até você tudo, mas tudo mesmo o que for acontecendo lá nos "esteites".
Philomena é um filme inglês de Stephen Frears, conta a história real de Philomena Lee (interpretada pela 'M", melhor dizendo, pela Judi Dench), que aos 20 anos de idade deu a Luz a Anthony, que aos 4 anos foi separado de sua mãe por meio de adoção feita por uma família americana em troca de "generosas" doações ao convento de Roscrea, durante 50 anos Philomenta se calou e num determinado dia, decidiu procurar por Anthony, com ajuda de sua filha Jane Libberton que contou a história ao jornalista Mark Sixsmith (Steve Coogan), por sua vez o jornalista, querendo vender a história para uma revista britânica, descobre pistas que o levou com Philomena aos Estados Unidos.
A história inicia de forma angustiante, pois ao resolver ir atrás de seu filho, e após obter do convento de que não havia informação alguma sobre o paradeiro do filho, a impressão que temos é de que o filme acabou, a frieza como é tratada pelos funcionários que ali estão, deixando sempre o ar de que estão escondendo algo muito comprometedor, e que a senhora irá se conformar e viver sua vida normal, porém o que é história real passa a parecer ficção quando o jornalista descobre através de amigos seus, informações sobre Anthony nos Estados Unidos. Recentemente foi revelado que o descobridor das informações sobre Anthony não foi o jornalista, mas sim a filha de Philomena, e que a relação mostrada no filme entre Philomena e o jornalista é mais um retrato da relação dela com Steve Coogan (o ator que interpretou o jornalista) e não com Martin Sixsmith, outra informação é de que mais 2.200 mulheres estão procurando seus filhos que foram separados delas pelos conventos irlandeses. Recentemente o Papa Francisco aceitou encontrar com Philomena e o diretor achou que o Papa iria gostar do filme, mas o porta-voz do Vaticano revelou que o Papa não assiste filmes.
Porém, nada que abale a rica história da mulher que 50 anos depois de ter sido separada do filho, resolveu procurá-lo, por que não parava um dia sequer de pensar nele. Agora, e o Anthony? como será que reagiu a tudo isso? bom somente vendo o filme, aí depois você comenta aqui.

Não esqueçam da festa do Oscar e acompanhem pela nossa Fan Page no Facebook todas as informações direto dos "Esteites".

Cinemeirosnews, will return!

sábado, 1 de março de 2014

Clube de Compras Dallas





Indicado em seis categorias da 86ª premiação do Oscar o Clube de Compras Dallas é uma história baseada em fatos reais que narra uma batalha insólita e hercúlea de um homem portador de HIV e o sistema Norte Americano para conseguir medicamentos que ainda não tinham sido aprovados para uso em humanos na época.

O ano é 1986 e o vaqueiro Ron Woodroof, interpretado por Matthew McConaughey (Magic Mike), irreconhecível pela esqualidez necessária para caracterizar o personagem, descobre após um acidente em seu trabalho como eletricista, que é portador de HIV e que ja havia desenvolvido AIDS em estado tão avançado que os médicos lhe dão 30 dias de vida, de início ele não acredita no diagnóstico alegando que era heterossexual e que em nenhum caso era parecido com Rock Hudson.


Quando acaba se conformando que está doente Ron começa uma pesquisa sobre formas de tratamento para reverter o avaro de sua doença e descobre que até então a droga mais promissora, o AZT, ainda não era comercializada, sendo de benefício de alguns pacientes selecionados como cobaias. É neste momento que Ron, enfrentando o isolamento imposto pelos amigos que passam a chama-lo de homossexual e não o querem mais no seu meio, junto com seu novo amigo e sócio, o travesti Rayon, interpretado por Jared Leto (O Senhor das Armas), fundam um Clube de Compras para driblar a fiscalização do FDA e distribuir aos seus sócios um mix de remédios importados e contrabandeados de vários países, para isso Ron utiliza-se de vários artifícios e disfarces para conseguir entrar com os remédios no seu país.



O Diretor Jean-Marc Vallée (Café de Flore) conseguiu captar o clima dos anos 80 e todo o pavor social que o HIV provocou, assim como a exclusão, o preconceito e a exclusão de pessoas que tinham no diagnóstico positivo da doença sua sentença de morte, já que a medicina não dispunha dos recursos que temos hoje para o tratamentos do vírus. 
É um filme adulto, com tema adulto que conta a história de um sujeito teimoso que se recusou a morrer no intervalo de trinta dias que lhe tinha sido sentenciado pela medicina da época, o filme é instigaste e mesmo sabendo o inevitável final da película ela guarda várias surpresas até os últimos minutos. Recomendo.

O filme concorre às seguintes estatuetas:

Melhor Filme

Melhor Ator - Matthew McConaughey

Melhor Ator Coadjuvante - Jared Leto

Roteiro - Craig Borten e Melisa Wallack

Melhor Maquiagem


Melhor Edição / Montagem

Nebraska



Uma comédia fantasiada de drama ou um drama fantasiado de comédia? Esta foi a dúvida que me surgiu nos primeiros quinze minutos desta película que concorre a seis estatuetas do Oscar 2014. Uma história deliciosa que nos deleita com cenas cômicas baseadas no cotidiano de uma pacata cidade do estado de Nebraska que vive um alvoroço ao descobrir que um ex morador aparentemente ganhou na loteria.

Uma das surpresas que tive logo ao iniciar o filme, foi o logo da Paramount, que no melhor dos estilos retrô nos lembra os antigos filmes em preto e branco, e os tons de cinza não ficam só abertura, o diretor Alexander Payne (Eu os declaro marido e … Larry) optou por filmar tudo sem cores, o que a princípio parece estranho mas logo após os olhos acostumarem-se com esta “novidade" notamos imagens lindas dos cenários que compõem a história, conseguimos verificar detalhes que possivelmente não notaríamos com a explosão de cores que acostumamos nosso nervo ótico.




Bom, vamos a história, o filme inicia com o sr. Woody Grant, interpretado pelo excelente Bruce Dern (Django Livre, Vale Proibido) vagando pelas ruas da cidade de Billings, em Montana, ele está caminhando com o intuito de ir a pé até a cidade de Lincoln no estado do Nebraska por achar-se ganhador de um prêmio de um milhão de dólares em uma promoção de revistas tipo Reader's Digest, tenho certeza que a maioria dos leitores também já foi contemplado, e por não obter apoio da família para deslocar-se até outro estado para reivindicar o prémio decidiu faze-lo sozinho de qualquer maneira.





Para evitar mais confusão, seu filho David, interpretado por Will Forte (Gente Grande 2), decide leva-lo de carro e no caminho para em sua cidade natal Hawnthorn, já em Nebraska, e assim promover uma reunião de familiares e antigos amigos. Woody acaba comentando que está a caminho de receber um prêmio milionário e mesmo com David negando a veracidade do fato isto incita a ganância e inveja de praticamente todos os seus conhecidos e familiares  que resolvem cobrar dívidas e até ameaçar a integridade física de Wood e família caso não ganhem uma parte do prêmio.
O filme é recheado de cenas memoráreis e tem tudo para tornar-se um CULT tanto pela filmagem quanto pelos diálogos bem escrito e principalmente bem interpretados, chamo a atenção para a cena do cemitério onde a matriarca da família Grant, interpretada por June Squibb (O Grande Ano) fala mal dos parente mortos.



Amigos, recomendo assistir esta comédia/drama, Nebraska é um filme que todo cinemeiro sentirá prazer em assistir e comentar, e depois assistir novamente pelo simples prazer de rever os diálogos e a fotografia, rir e chorar, é isso que o filme nos proporciona e confesso que ao final virei um torcedor fervoroso por esta película para o dia da entrega dos prêmios do Oscar.

O filme concorre às seguintes estatuetas:

Melhor Filme

Melhor Diretor - Alexander Payne

Melhor Ator - Bruce Dern

Melhor Atriz Coadjuvante - June Squibb

Melhor Roteiro - Bob Nelson

Melhor Fotografia - Phedon Papamichael

quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

Esse eu quero ver: Os Caça-Fantasmas 3

Na postagem anterior eu comentei sobre a morte do ator Harold Ramis, que interpretou Egon Spengler, um dos quatro Caça-Fantasmas nos dois filmes da série (1984 e 1989). Pois é, tal notícia fez eu me perguntar: será que um dia veremos mais um filme dessa franquia que obteve tanto sucesso e conquistou pessoas no mundo todo, visto que o roteirista de ambos os filmes também era o ator que faleceu? mas eis que veio a tão aguardada notícia e confirmação que um terceiro filme ira sim sair, só demorará mais um pouco, pois os novos roteiristas Lee Eisenberg e Gene Stupnitsky estão fazendo alguns ajustes porque no script anterior, Ramis, junto com Bill Murray e Dan Aykroyd, os "caça-fantasmas" dos primeiros filmes, fariam uma participação especial como os veteranos de uma nova geração de Ghostbusteres.
 Pessoal, acho que está na hora de eu passar o bastão! 
Uma curiosidade, essa não será a primeira vez que um roteiro de Os Caça-Fantasmas será reescrito. O longa de 1984 teve que sofrer alterações após a morte do ator John Belushi, dois anos antes, que estava cotado para um dos papéis na época. Outro fato interessante, é que o terceiro filme já deveria ter saído há anos, só que houve um desentendimento básico entre o estúdio e o ator Bill Murray, que interpretava Peter Venkman, que morria no longa e voltava como fantasma para ajudar seus colegas pegar uma grande ameaça (que muitos afirmavam ser o "bicho-papão"). O estúdio não gostou muito da ideia e o projeto foi arquivado. Mas uma coisa é certa, o filme está de pé e vai mesmo sair, ao que tudo indica serás obre o comando de Ivan Reitman, diretor dos outros dois filmes, sucesso dos anos 80. Agora é só aguardar e torcer para que não haja mais nenhum imprevisto e em breve estarmos cantando novamente aquela bela canção, cujo refrão ecoa até hoje nas mentes dos fãs mais nostálgicos. "I Ain't afraid of ghosts" (algo como: eu não tenho medo de nenhum fantasma)