terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

LUTO: Harold Ramis


Sem dúvida de todos os Caça-Fantasmas, Egon Spengler era o mais intelectual e, talvez por isso, o menos carismático e sem graça de todos os quatro integrantes do grupo. Porém, nem por isso o personagem não era amado e a prova disso veio com a reação de milhares de fâs que se comoveram e prestaram suas ultimas homenagens ao ator,roteirista, diretor e produtor de cinema Harold Allen Ramis (69) que faleceu que faleceu na manha de ontem, 24, em virtude de complicações relacionadas a uma rara doença inflamatória auto-imune, que provoca inchaço dos vasos sanguíneos. 
Homenagem dos fãs nas redes sociais
Egon no desenho dos Caça-Fantasmas
Muitos podem até achar que o ator era meio desconhecido e, tirando o sucesso do filmes "Os Caça-Fantasmas" que na década de 80 arrecadou algo em torno de US$ 291,6 milhões de dólares em todo mundo, talvez fique difícil de encontrar outro filme com ele. Pois bem, se na frente das cameras ele não obteve o mesmo êxito que os outros três caçadores (Ernie Hudson, Bill Murray e Dan Aykroyd), Ramis encontrou seu prestigio por trás das câmeras, consagrando-se como um roteirista de sucesso, sobretudo em comédias. Vale lembrar que o roteiro dois dois filmes dos Caça-Fantasmas é dele e até hoje o longa  figura no ranking das comédias de maior bilheteria do cinema, sem falar que Ramis também se aventurou na direção de alguns filmes menores e os episódios da série The office. 
 O que podemos dizer agora ao eterno Egon a não ser, vá em paz... agora estás junto com o Geleia nesse mundo de ectoplasmas.

segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

Ela

Olá, Cinemeiros, estamos de volta para mais uma postagem sobre filmes que concorrerão ao Oscar 2014. Trago a vocês o filme “Ela” que foi dirigido por Spike Jonze e escrito por Spike Jonze e Kristen Wiig, com Joaquin Phoenix, Amy Adams, Chris Patt, Rooney Mara, Olivia Wilde, Matt Letscher, Portia Doubleday e as vozes de Scarlett Johansson, Brian Cox, Bill Hader.
Trata-se de um filme futurista, com costumes dos anos cinquenta, numa Los Angeles atemporal, já que não sabemos ao certo em que época se passa, talvez isso tenha deixado um atrativo a mais no filme para uns. Já os que procuram se situar na época do filme, como eu, foi angustiante ver uma relação virtual, onde o protagonista trabalha escrevendo cartas, mas com cenas amareladas ou como se fossem fotos do Instagram (para agregar valor!), mas sem definir uma época específica.
O protagonista é Theodore Twombly, um cara tímido, que passou por um fim de relacionamento dolorido, que se vê numa vida chata, solitária, buscando companhias virtuais através de um programa de relacionamentos, administrando sua vida através da tecnologia, com poucos amigos e sempre procurando motivos para ficar só, beirando a depressão.
Até que Theodore se depara com o O.S.1, que é anunciado como a van guarda da inteligência virtual, mudando toda a sua vida, daí para frente, Samantha (nome que ela mesma escolhe após ler um livro com significado de nomes em menos de um segundo) passa a fazer parte da vida do rapaz, que encontra nela uma forma de preencher o vazio que há em sua vida.
A amizade cresce, logo o O.S. vira cúmplice, organizando e selecionando os e-mails do rapaz, e a partir deles, Samantha vai descobrindo as alegrias, frustrações e sonhos de Theodore, e assim vai mostrando ao cliente formas de superá-los e atingi-los. Em contrapartida, Theodore apresenta à Samantha o mundo real, os sentimentos humanos, as sensações de felicidade, dor, carinho e amor, parecendo uma história com todos os ingredientes para dar certo.
O problema ou não, é que Samantha é um Sistema Operacional, que foi programado para preencher o vazio na vida de quem o compra, tanto que a melhor amiga de Theodore, que acabou terminando um relacionamento também, iniciou um relacionamento com outro O.S., e os O.S. não possuem sentimento de verdade, apenas são programados para realizarem tarefas, mesmo com a voz sexy de Scarlett Johansson às duas da manhã que embalou os sonhos eróticos de Theodore, ainda sim é um Sistema Operacional, porém nada diferente do que Theodore faz, que é escrever cartas, a maioria apaixonadas, expressando sentimentos que não eram verdadeiros. No fim, acredito que o feitiço virou contra o feiticeiro, e Theodore “caiu” na real um pouco tarde, quando se deu conta daquilo que ele sempre soube, porém fez questão de não se preocupar, ele encontrou Samantha numa prateleira de loja, e outras Samanthas estavam lá para outros Lonely people como ele.
Primeiro você assiste e depois comenta, como gostei sou suspeito para escrever além, e dizer que foi um dos mais bonitos romances que o cinema produziu neste século, no entanto gostei mais ainda de rever a Olivia Wilde (bons tempos da Treze), por isso deixo a bola com vocês.


Cinemeirosnews will return! 

domingo, 23 de fevereiro de 2014

12 Anos de Escravidão




Senhor@s amantes da Sétima arte,

Inicio com este singelo post minha colaboração para nosso querido Blog de cinema, e inicio comentando simplesmente um filme indicado a nove estatuetas do Oscar 2014, é um filme de imagens fortes, baseado em história real publicada em 1853 por Solomon Northup, onde narra todas as agrupas que sofreu desde que foi sequestrado e vendido como escravo.
Solomon, interpretado pelo competente Chiwetel Ejiofor (Amistad, 2012, Salt) é um homem livre e vive com sua família em Saratoga, Nova York e em 1841 é atraído por uma proposta de trabalho a Washington e de lá traficado para o Sul já como escravo é importante ressaltar, principalmente para nós brasileiros, que não temos intimidade com a história do país do Tio San, que o trafico de escravos estava proibido naquele país desde 1815 e que desde 1820 a escravidão era permitida apenas abaixo do paralelo 36, o que este escriba deduz ser para os estados dos sul, que utilizavam a mão de obra escrava em suas grandes plantações, a escravidão só foi erradicada nos EUA em 1863. 




Voltando ao filme, o diretor Steve McQueen (Shame, Hunger) que é xará do ator que fez muito sucesso nas décadas de 60 e 70 com filmes como Papillon e Caçador Implacável, conduz a história em ritmo equilibrado entre cenas fortes de tortura capazes de deixar o Marquês de Sade encabulado, e momentos que retratam dramas pessoais e intrigas entre os personagens inseridos na trama na medida certa, sem tirar o foco da história central, ele realmente consegue em pouco mais de duas horas contar uma história sólida de um drama vivido por um homem culto, que tinha vida estruturada com sua esposa e dois filhos, que num estalar de dedos vê-se numa das mais degradantes situações que uma pessoas pode chegar.
Bom gente, o que mais tenho a falar sobre 12 Anos de Escravidão é que ele foi uma grata surpresa, um filme bem montado, com boas atuações e boa direção, que conta uma história séria sobre um passado triste mas que em nenhum momento tornou-se enfadonha, acredito que poderemos ter algumas surpresas na noite da entrega Oscar e quem sabe após a famosa frase “The Oscar Goes To” escutaremos 12 Anos de Escravidão.



O filme concorre nas seguintes categorias:



Melhor Filme

Melhor Diretor: Steve McQueen
Melhor Ator: Chiwetel Ejiofor 
Melhor Ator Coadjuvante: Michael Fassbender 
Melhor Atriz Coadjuvante: Lupita Nyong'o
Melhor Roteiro Adaptado
Melhor Direção de Arte: Adam Stockhausen e Alice BakerMelhor 
Figurino: Patricia NorrisMelhor 
Edição: Joe Walker

Bom gente, este foi meu primeiro post, espero que tenham gostado e principalmente que assistam ao filme e depois comentem.

sábado, 22 de fevereiro de 2014

Gravidade


Olá cinemeiros.

Agradecendo ao convite do amigo cinemeiro mor Érico, venho aqui escrever algumas linhas sobre um dos filmes mais fantásticos que vi nos últimos anos, Gravidade!
O Plot de Gravidade não é nada novo. Já vimos o mesmo tipo de conflito no ótimo O Náufrago e em outros filmes do gënero, mas em Gravidade a tensão e aflição é levada ao extremo e sequestra o telespectador para dentro da angústia da situação.
Quem não ficou tonto com os rodopios de Sandra Bullock e George Clooney na ausência de gravidade do espaço? Quem não se desesperou com o angustiante realismo dos fragmentos atingindo as estações espaciais e personagens do longa? Enquanto filmes como Star Wars abusavam das explosões e sons no espaço para atrair um público inocente que desconhecia o mundo fora do nosso planeta, em Gravidade o diretor Alfonso Cuarón inteligentemente abre mão dos clichês que hoje só são perdoados nos antigos clássicos e vale-se do realismo extremo para apresentar o thriller de ficção científica à uma audiência amadurecida, extensamente informada sobre fenômenos espaciais e às rotinas dos astronautas fora da nossa casa maior.
Alexandro Castro
Em Gravidade não há explosões, nem sons, nem sangue. O que resultaria em um filme sem sal no passado, torna-se uma experiência admiravelmente real nos dias de hoje e só aumenta a estranha e contraditória sensação de claustrofobia que o filme causa, mesmo se passando no maior de todos os ambientes conhecidos pelo homem.
Do ponto de vista técnico, são muitas, muitas e muitas as inovações e liberdades que o diretor trouxe para o mundo da sétima arte. Na cena inicial, de cara já um dos maiores planos sequência da história do cinema, a câmera brinca com a audiência de forma escandalosa. Há momentos em que o expectador se sente no centro do diálogo entre os protagonistas, sendo a câmera o seu ponto de vista no meio da conversa. Pouco depois, a câmera parece querer fugir da ação e se refugiar da catástrofe que se forma, acompanhando os personagens como se a audiência fosse um terceiro astronauta calado, seguindo os passos dos mais experientes. Em outros momentos, absurdamente bem encaixados, a câmera simplesmente muda durante a ação para uma visão subjetiva, como se o observador incorporasse o personagem sem nenhum único corte de edição! Um absurdo cinematográfico que acredito jamais ter sido tentado antes.
Confesso que após dez anos como designer especializado em computação gráfica, tendo dedicado minha carreira ao mundo da animação digital, motion graphics e efeitos, foi com muita prazer que assisti a diversas cenas sem ter a mínima idéia de como poderiam ter sido executadas. A divulgação meses depois de vídeos mostrando os bastidores das filmagens e os processos digitais que as criaram, só aumentaram a minha admiração pelo trabalho primoroso realizado nessa obra.
Por tudo o que mencionei acima, não há como encerrar sem afirmar que Gravidade foi o melhor filme de 2013. Pode não ter a densidade dos grandes dramas que arrancam lágrimas por gerações. Pode não ter aquela cena de atuação antológica a nível de James Dean e Marlon Brandon que será repetida em youtubes da vida pelos próximos cinquenta anos, mas sem dúvida, nenhum filme ao longo do ano conseguiu tirar a audiência da sua cadeira e colocá-la sofrendo, angustiada e aterrorizada dentro do universo infinitamente imenso e claustrofóbico realizado por Alfonso Cuarón.

Esquentem a pipoca e bom filme.

Alexandro Castro.

quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

CAPITÃO PHILLIPS

Em 8 de abril de 2009 o navio americano Maersk Alabama, comandado por Richard Phillips, foi abordado por um bando piratas magrelos da Somália, liderados por Abduwali Muse. Apesar de algumas manobras para impedir o saqueamento da carga do navio e a violência contra a sua tripulação, Phillips mesmo assim foi feito refém durante uns cinco dias, num pequeno bote salva-vidas junto com os sequestradores somalis que, como não conseguiram pegar o que queriam, levaram o capitão como uma espécie de moeda de troca. E claro que essa história não poderia acabar nada bem e foi contada pelo próprio Phillips em seu livro A Captain's Duty: Somali Pirates, Navy SEALs, and Dangerous Days at Sea cujo mesmo foi adaptado para o cinema e agora concorre ao Oscar de melhor filme.
Para conduzir o longa foi chamado o diretor Paul Greengrass (traduzindo: Paulo Gramaverde) que foi o responsável pela direção de A Supremacia Bourne (2003), Vôo United 93 (2005) e O Ultimato Bourne (2007) entre outros. Gramaverde conseguiu trazer ao espectador um filme que é praticamente tensão do inicio ao fim (tirando os 10minutos iniciais) e, obviamente, contou com belíssimas atuações para conseguir tal proeza. E aqui chamo atenção para dois atores em especial.
O primeiro dispensa apresentações, para interpretar o protagonista nada mais nada menos do que Tom Hanks, que trouxe todo seu talento e experiência no cinema (que até já lhe fizeram ganhador de dois Oscars) para compor o personagem. Hanks evita construir um capitão metido a herói e sem medo algum, em muitos momentos o Phillips de Hanks demonstra ser um cara muito inteligente, porém com medo e inseguranças diante de uma ameaça de morte real, principalmente no fim quando ele demonstra a diferença que existe entre um superastro e um ator medíocre. Confesso que fiquei impressionado com a cena e surpreso por ele não ser cotado ao Oscar de melhor ator.
Outra atuação que merece destaque é do ator somálio Barkhad Abdi, que interpreta o líder dos piratas, o que ele tem de desconhecido ele tem de bom. O cara deve pesar uns 40kg, mas interpreta como ninguém, sabendo passar do sarcasmo à violência apenas com um olhar. O próprio Tom Hanks em entrevista chegou a elogiar a atuação do colega e disse que em alguns momentos chegou a se assustar de verdade com ele. Na minha humilde opinião, ele deveria levar um Oscar também.
Ô menino lindo! Vai assustar o tio Hanks vai

Um fato curioso é que o verdadeiro Capitão Richard Phillips chegou a acompanhar de perto as gravações do longa, mas como bom observador, limitou-se apenas a olhar e deixar que os profissionais dessem corpo à sua história. “Um filme precisa ser dramatizado, e foi o que eles fizeram à perfeição, mas o que é mostrado em cena é uma encenação muito próxima do que aconteceu naqueles dias em 2009” disse Phillips em uma entrevista. Sem dúvida é um ótimo filme para quem gosta de um bom thriller.
Além de melhor filme, Capitão Phillips também concorre ao Oscar em outras cinco categorias: melhor ator coadjuvante (Barkhad Abdi, merecida indicação), melhor roteiro adaptado, melhor edição de som, melhor mixagem de som e melhor montagem. Apesar de o páreo ser duro em todas as categorias, os críticos e especialistas em cinema são categóricos em afirmar que Capitão Phillips deve abocanhar pelo menos duas estatuetas. Pena que Tom Hanks não está concorrendo a melhor ator, pois poderia muito bem levar mais uma “lembrancinha” para sua estante. Grande abraço e até a próxima cinemeiros.


Câmbio e desligo!

terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

O “melhor” do trash – Vagina Dentada


Olá amigos Cinemeiros, depois de mais de um ano de “folga”, aqui estou de volta trazendo para vocês uma nova seção do blog chamada: O “MELHOR” DO TRASH. E nada melhor do que começar uma nova seção em “alto nível” não é verdade? por isso, hoje iremos conversar um pouco sobre o polêmico, o interessante, o ilustre desconhecido, porém premiado, VAGINA DENTADA, e olha que eu nem sabia que LÁ nascia dente... mas não dizem que “cinema é cultura”? Pois então.
Bom, antes que alguém pergunte, apesar do título sugestivo que o filme ganhou no Brasil (em inglês o filme chama-se Teeth = dentes), Vagina Dentada não é um filme pornô. Está classificado como terror, mas adivinhem só...também não tem terror, o máximo que você pode sentir é aflição, repulsa e agonia aguda em algumas cenas (principalmente se você for homem, porque homem sente a dor dos companheiros sacou?). Em certos momentos, da até vontade de rir de tão absurda que é a situação, resumindo, é uma “dramédia”.
No filme, Jess Weixler (do seriado The good wife) interpreta Dawn O'Keefe, uma linda loirinha que vive o drama da abstinência sexual por causa de sua religião (tadinha) e também por um pequeno detalhe, sua vagina tem dentes!! na verdade, ao que parece tem uma arcada dentaria completa, indo do dente de leite ao dente do juízo. O interessante é que ela descobre isso da forma mais sanguinolenta possível e, em virtude disso, ela obviamente não consegue fazer ter relações com ninguém e, os que tentam ir para a cama com ela, acabam perdendo a cabeça (tá eu confesso, esse trocadilho foi horrível).
Claro que depois desse belo argumento, o filme não é indicado para menores de 18 anos, aliás, não deveria ser indicado nem para os maiores porque tem cenas realmente repugnantes dos caras perdendo o bilau e outras partes do corpo também. Apesar disso, como já falei antes, o filme consegue gerar alguns momentos de extrema comédia em meio a tanto “terror”, aqui eu chamo atenção para a cena que a personagem principal vai ao ginecologista onde médico vai querer tirar proveito dela (por ser “inocente”) e acaba se dando mal. Se você que está lendo pretende assistir esse filme, preste atenção nessa parte que é a melhor das piores.

"Acho que preciso ir ao dentista porque o ginecologista não ajudou muito"

O filme não explica o porquê de a menina possuir dentes num ligar tão meigo, mas deixa subtendido que é um tipo de anomalia genética. A direção desta “obra prima” fica ao encargo de Mitchell Lichtenstein, especialista em filmes trashes. Vale lembrar que a atriz Jess Weixler ganhou o prêmio do Juri no festival de Sundance em 2007 pela sua surpreendente interpretação. Então cinemeiros, eis ai os altos e baixos desse trash que de tão ruim chega a ser bom, mas você assiste por sua conta e risco ok. Grande abraço e até a próxima.

Câmbio e desligo!