Olá cinemeiros, gente fina, ontem foi o natal e o que
desejamos é muita saúde aos amantes da sétima arte que aparecem por aqui vez
enquando, conferindo as novidades do cinema e nossa opinião particular (que não
é a verdade absoluta) sobre os filmes atuais, antigos e eternos.
O Brasil já foi tema de vários filmes nacionais e
estrangeiros, mas nunca um filme foi tão rico culturalmente quanto este. Isso
se deve, com relação a esse filme, principalmente ao passeio turístico pelo Brasil na tela, à excelente
quantidade de informação disponibilizada e aos problemas superados pela
produção, roteiro e tempo...que sempre acontecem em todas as produções.
“Relax” e “Stress” são os personagens principais deste
filme, este, como o nome já diz, vive estressado, preocupado em ganhar dinheiro
e por isso não tem tempo para curtir a vida, Aquele é um “bom vivant” sabe
curtir muito bem a vida, aproveita cada segundo para se divertir e também para
convencer o Stress a aceitar suas aventuras malucas.
Porém, dessa vez o Relax foi longe demais, propôs ao coitado
do Stress uma busca ao Jequitibá Rosa, que de fato existe, principalmente entre
os Estados de São Paulo e Espírito Santo, onde o dia é comemorado (21 de setembro),
mas o Stress não sabia disso, então topou a aventura, viajando por todo o
Brasil para encontrar o “Grande e Valioso” Jequitibá-rosa.
Começaram pelo Rio de Janeiro, onde compuseram “Garota de
Ipanema”, logo depois, seguiram para Minas Gerais e de lá para as outras
regiões brasileiras, na busca incessante pela “Árvore Preciosa”.
Em cada lugar que passaram, “Stress” e “Relax”descobriram as
verdadeiras riquezas do Brasil, proporcionando uma aula aos cinemeiros que
puderam ou que forem ainda assistir. A História, costumes, curiosidades,
lendas, informações econômicas e culturais de cada lugar por onde passaram foi
contada pelos personagens no decorrer da busca pela “preciosidade”.
No caminho encontraram Fabiano Peres, Ariel Wolhger, Daiane
dos Santos, Seu Prata e Fernando Meireles, numa aventura sensacional, entre
outras.
Este filme foi lançado em janeiro de 2011, isso mesmo,
contudo é possível encontra-lo em algum
cinema pertinho na sua cidade(como eu o encontrei, recentemente). Na época de
lançamento, o filme foi bastante criticado, por ser uma animação misturada com
cenas reais e conter muita, mas muita informação, o que na opinião dos críticos
da época, deixou o filme cansativo, sonolento e chato.
E como se isso já não bastasse, surgiram no decorrer da
trama, alguns personagens que não fizeram sentido, apareceram e sumiram sem
motivo algum, acredito que isso tenha colaborado com a crítica pesada ao filme,
críticas não compartilhadas por mim.
Em função disso, o filme apresenta algumas curiosidades,
como por exemplo: Foi a estréia da Mariana Caltabiano como diretora; Este é o
primeiro filme brasileiro lançado em 3D; A animação foi toda feita a mão, passo
a passo; Os efeitos computadorizados apenas foram utilizados na colorização,
montagem e nos efeitos possíveis; ver em um monitor como ficou a cena recém-gravada
no formato 3D, para isso usaram uns óculos 3D; o cantor Ed Mota compôs uma
música para o filme; foi o primeiro trabalho de Fernando Meireles como
dublador, ele dublou a si mesmo.
Dessa forma, o filme retrata o Brasil de forma “cansativa”? Pode
ser, mas com muita informação, cuidado e inteligência. Portanto, é necessário,
que as crianças possam ter acesso a esse filme, já os adultos, que “sabem” onde
fica a Amazônia e o Planalto Central e que acharam o filme chato e sonolento, quem sabe, proporcionando
a oportunidade aos mais novos de assistirem a este filme, as crianças não
vejam, o filme, como uma novidade, que afinal é o que este filme é.
Veja o trailler...
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“Os Três Patetas” mostrará Moe, Larry e Curly desde que foram largados em um orfanato até a vida adulta. A ideia do roteiro é preservar o formato de curtas que os três patetas fizeram com a Columbia Pictures por 24 anos. Dessa forma, a trama do filme se dividirá em três períodos, cada um com 27 minutos. Chris Diamantopoulos (da série “24 Horas”) será Moe, Sean Hayes (da série “Will & Grace“) interpretará Larry, e Will Sasso (da série “$#*! My Dad Says”) viverá Curly.
O primeiro filme inicial (notem minha recusa em chamar Happy Feet de animação, mas me perdoem por isso, pois é provavelmente implicância de quem trabalha na área) foi muito bem aceito, aclamado pela crítica e pelo público, trouxe a técnica de captura para um novo nível e apresentou um enredo muito envolvendo, engraçado, rico e com imagens absurdamente lindas. O primeiro Happy Feet foi definitivamente diversão para crianças e adultos. Produto de um projeto que levou mais de uma década para ser iniciado, precisou de quatro anos de produção para ser concluído, metade desse tempo gasto apenas no desenvolvimento das tecnologias necessárias para o filme.Happy Feet 2, no entanto, sofre da síndrome da “continuação na marra”, quando estúdios buscando apenas o lucro, forçam uma continuidade para qual o filme inicial não foi planejado e não deixou tantas brechas.
De cara, percebemos algo como “o que vamos fazer com os personagens?”, pois todos foram muito bem apresentados e desenvolvidos no primeiro filme e não há muito o que adicionar (esse é o problema com roteiros muito bem feitos). A solução encontrada é apresentar novos pequenos personagens, como o filho do pinguim Mano e dois minúsculos camarões que funcionam como “pícaros” na estória. Esses dois últimos personagens trazem para si a responsabilidade da maior parte do humor na estória, mas de forma muito paralela, sem nunca realmente intervir em absolutamente nada, mesmo quando pensam que o fazem.
Ramon, o pinguim galanteador aparece na película com menos brilhantismo que no filme inicial, com um menor número de piadas e nem sempre tão bem colocadas como antes. Ele, que quase roubou a cena no primeiro (de fato, creio que roubou em alguns momentos) torna-se realmente um coadjuvante nessa sequência. Amoroso, o eterno contador exagerado de estórias, torna-se um bajulador de um pinguim com super poderes, que mais tarde descobre ser apenas um papagaio do mar. Por último, temos a relação entre Mano, Glória e seu filho, tentando apresentar um conflito que em nenhum momento se torna conflituoso de verdade.
A partir daí, com tantos outros personagens esquecidos ou desaparecidos da estória, a trama tenta se amarrar em uma situação na qual os pinguins se encontram presos entre blocos de icebergs e precisam encontrar uma forma de sair para se alimentarem. Quase toda a estória se passa nesse pequeno palco, com “tentativas” seguidas de reviravoltas sem que o expectador realmente embarque em nenhuma delas. O longa vai se arrastando e realmente se transformando em “longo”, difícil de acabar, se transformando em um exercício de paciência até para as crianças (muitas na sala se inquietaram, e uma delas atrás de mim passou a brincar de puxar meus cabelos. Não se fazem mais pais atenciosos como antigamente).
A melhor parte do filme fica por conta da trilha sonora, como sempre, especialmente as faixas do Queen. Mesmo assim, na versão dublada essa parte também é sofrível, pois nas músicas dubladas notamos a inaptidão dos nossos dubladores para a arte do canto, e em algumas outras músicas eles simplesmente desistiram da dublagem e deixaram tudo em inglês mesmo. 